...à casa torna.
Às vezes, não com os Pais. Mas com bons Amigos.
Valeu, comandante Duda e Pedro. Muito bons ventos nesta travessia!
Navegue conosco e conheça um pouco da nossa história, movida pela simplicidade do vento, quase à Luz de Velas...
...à casa torna.
Às vezes, não com os Pais. Mas com bons Amigos.
Valeu, comandante Duda e Pedro. Muito bons ventos nesta travessia!
Querido(a) Leitor(a),
Aqui vai um pouquinho mais sobre esta metafórica viagem desafiadora, bonita, alegre, difícil, cara, enriquecedora, valiosa, arrebatadora, fortalecedora, amedrontadora e encorajadora. Repleta de retas e curvas fechadas, águas fundas e baixios, lindas velejadas e encalhes, porões alagados e convés brilhante, altos e baixos que representam não mais, nem menos, do que a trajetória de uma vida.
No último final de semana, queimamos a terceira de quatro tentativas programadas para conciliar nossa agenda profissional com os quatro dias de travessia necessários para alcançar o próximo porto almejado em nossa subida pela costa sul brasileira. Mais uma vez, a equação de três incógnitas (barco, meteorologia e agendas) não foi resolvida.
Enquanto isso, aproveitamos para viver um pouco mais de uma das cidades mais doces do Brasil: Pelotas, lá embaixo, quase no finalzinho da grandiosa Laguna dos Patos, onde escolhemos atracar para aguardar o alinhamento planetário que proporcionará os aguardados bons ventos para subida de um dos trechos de navegação costeira mais desafiadores do planeta.
Foto 1 - Chegada do veleiro vencedor na regata comemorativa de aniversário do Iate Clube de Pelotas, registrada a bordo do barco da Comissão de Regata.
Foto 2 - O fogo que nos aqueceu nas noites frias e úmidas da cidade gaúcha.
Foto 3 - Manutenção na âncora do veleiro Guará.
Foto 4 - Nosso "passarinho", à espera de mais uma migração.
Foto 5 - A tripulação da CR e também nosso anjo da guarda, o trawler Casulo com seu alegre e hospitaleiro comandante Jorge.
O Veleiro fita azul da regata de aniversário do ICP
"Mais de um século depois de afundar no Mar de Weddel (1915), na Antártida, onde ficou preso no gelo por meses e acabou sendo esmagado e indo ao fundo, e dar início à maior de todas as sagas de sobrevivência de que se tem registro, o Endurance, de Sir Ernest Shackleton, está impressionantemente inteiro a 3 km de profundidade.
O naufrágio foi descoberto em 2022, naquele que Shackleton chamava de “o pior trecho do pior mar do planeta”. E agora, ao fim da coleta de mais de 25 mil imagens em 3D por submarinos, todo esse material foi combinado para gerar o vídeo que se vê abaixo.
Os detalhes são impressionantes. Vários pratos em que a tripulação comia aparecem sobre o deck, ao lado de uma bota de cano alto que pertenceu a Frank Wild, o segundo em comando de Shackleton. Também aparece nas imagens a pistola de sinalização que foi usada por Frank Hurley o fotógrafo da expedição, no exato momento do naufrágio, como "um tributo ao navio que começava a submergir”.
A cena está registrada no diário dele próprio: “Hurley pega a pistola de sinalização e dispara para o alto com uma potente detonação, e a coloca respeitosamente no chão do convés”. 110 anos depois, lá está ela, no mesmo lugar, a 3 mil metros de profundidade.
Shackleton e seus 27 tripulantes foram para a Antártida em 1914. Ele planejava ser o primeiro a atravessar o continente gelado a pé. Mas o navio ficou preso no gelo. Sem poder fazer nada, a tripulação acampou em volta e esperou meses. Mas quando o degelo começou e as gigantescas placas de gelo passaram a se movimentar, elas esmagaram o casco e o navio foi ao fundo. Andando pelo gelo e navegando em dois botes, passando por agruras tremendas, o grupo chegou a Elephant Island, a ultima ilhota na ponta do continente gelado que se aproxima da América do Sul.
Shackleton, então, desmontou um dos botes para reforçar o outro, batizado como James Caird e, com dois de seus homens, no mar mais furioso do planeta, levando apenas uma pequena bússola de mão, fez uma travessia de 800 milhas (1300 km) sob tempestades tremendas até chegar à pequena ilha Rei George, um posto baleeiro, de onde conseguiu alcançar o Chile. Com a aproximação do inverno, não conseguiu resgatar seus homens naquele mesmo ano. Mas assim que as águas voltaram a ser navegáveis, partiu do Chile para lá e resgatou todos eles com vida.
As imagens acima fazem parte de um novo documentário que está sendo produzido pela National Geographic, onde, usando Inteligência Artificial, se poderá ouvir com as vozes do próprio Shackleton e seis de seus homens, a "narração" de passagens dos seus próprios diários anotados ao vivo durante a saga por eles vivida, que resultaram no mais espetacular dos livros de aventura de todos os tempos."
Texto e imagens de autoria desconhecida, obtidos pelo WhatsApp.
Diário de Bordo
Como é bom reunir forças para abrir a pequena cortina, da pequena vigia do camarote de popa, depois de uma longa tempestade.
Ver o sol... sorrir... abrir os porões... fitar o horizonte... inspecionar o barco... ajustar o rumo e escrever a lista do por fazer.
"Bom governo, Timoneiro!" - brada no coração marinheiro a voz da Verdade.
Que assim o guia pela viagem da vida, indo aos picos e surfando aos vales, das marés que o fazem crescer.
Comte. Thom Colvara, MSA.