terça-feira, 11 de julho de 2017

A Expedição Ilha Grande - Paraty



 A Missão

A Expedição Ilha Grande - Paraty consistiu em desbravar, a bordo de um veleiro, algumas das maiores riquezas da Baía da Ilha Grande, de Angra dos Reis a Paraty/RJ, de 01 a 08/07/2017.

Discutindo o Roteiro

A Tripulação

Guará, o veleiro - Um autêntico Multichine 28 de construção artesanal, projetado para travessias oceânicas por Roberto Barros, o “Cabinho”.

Thom – Comandante da embarcação, com 7 anos de mar. Mestre, com experiência em navegação costeira.

Vovô Vande – Pai do comandante e cozinheiro chefe, responsável pelo bom trato da tripulação. Conselheiro-mor, especialista em pesca de sobrevivência.

Felipe “ModhaFocka”– Irmão do comandante e fotógrafo profissional, responsável por eternizar os mais diversos tipos de expedição, em terra e mar. Batuqueiro e violonista de improviso pra frente!

Professor Cleber – Compadre do comandante, navegador imediato da expedição, pescador, professor e grande marinheiro.

Um por todos, todos por um.

O veleiro partiu da Praia Grande, na região continental de Angra dos Reis. Navegou até a cidade de Paraty, contornando a Ilha Grande pela sua face sul, voltada para mar aberto.
Além de conhecer as fantásticas belezas naturais deste paraíso localizado no mar brasileiro, a expedição teve como objetivo o bom exercício da convivência humana, o respeito mútuo, o trabalho em equipe e a liderança de cada tripulante, conduzindo o veleiro Guará com segurança, responsabilidade, descontração, alegria, e camaradagem. As funções a bordo foram atribuídas "à maneira Shackleton": cada um dos tripulantes foi responsável por uma atividade específica (navegação, cozinha, organização da cabine e convés), porém houve um rodízio diário das atribuições, possibilitando a participação de todos em todas as atividades. Sir Ernest Henry Shackleton (15/02/1874 - 05/01/1922) foi um explorador polar que liderou três expedições britânicas à Antartida. Ficou notoriamente conhecido pela maneira como conduzia suas expedições, baseada na camaradagem entre os tripulantes. Em 1915, salvou todos os seus homens do naufrágio do navio Endurance, destruído pelo gelo no Mar de Weddell, no continente gelado.

O Embarque

02/07/2017 - Pernoite em 23º12'S 044º20,4'W

Foi neste dia, nesta hora, que o último dos quatro tripulantes da Expedição Ilha Grande pisou o cais da Subsede do Iate Clube do Rio de Janeiro, na Praia Grande, em Angra dos Reis.
Enquanto os outros dois integrantes roncavam harmonicamente no interior do veleiro Guará, o comandante, embarcado no bote de apoio, consumiu o último suspiro de gasolina e concluiu a remos o embarque do derradeiro tripulante, o Felipe. Aquela figura boa pinta, pra frente, armado com seu equipamento fotográfico pronto para registrar os momentos incríveis daquela expedição, embarcou feliz e pôs-se a remar depois de duas horas voando, três horas rodando e muita adrenalina para chegar a tempo de embarcar no último ônibus disponível daquele dia.
Na manhã daquele domingo chuvoso, ainda sem nenhuma provisão nos paióis da despensa, os quatro tripulantes iniciaram os preparativos para atracação no shopping Pirata's, local onde o barco seria abastecido com água potável, alimentos e combustível. Seria indispensável abastecer o barco com muita disposição e bom ânimo, mas não foi necessário. Cada integrante da honrosa tripulação, feliz com a expectativa pelo que viria pela frente, trouxe consigo toda a alegria necessária para o sucesso da expedição.
Depois de abastecermos o barco para os próximos 7 dias de mar, nos despedimos da terra firme com um belo brinde e um almoço. A partir dali, o chão não seria mais tão firme assim.

O Saco do Céu, na Enseada das Estrelas

03/07/2017 - Pernoite em 23º6'S  044º12,6'W

O nome revela o lugar encantado onde passamos nossa primeira noite na Ilha Grande. A Enseada leva este nome, pela sua característica de refletir o céu em suas águas calminhas, sobretudo em noites de lua cheia.

Com a hora já adiantada, adentramos a Enseada à noite, desviando dos baixios e das pedras com auxílio de navegação eletrônica. Ancoramos com aproximadamente 10m de profundidade, em fundo de lama, de boa tensa. As águas calmas, quase não se mexiam. Ali, o primeiro jantar da expedição foi preparado pelo cozinheiro-chefe, nosso querido Vovô Vande: uma deliciosa carne assada com batatas, temperada pelo contentamento por alcançarmos a meta de chegarmos ao nosso primeiro destino.
Pela manhã, embarcamos no pequeno bote de borracha e remamos até o flanco esquerdo da linda praia, que abriga uma população de origem caiçara que vive essencialmente no mar, do mar. Ao longo da caminhada, fomos acompanhados por dois cães-guia, que gentilmente se prontificaram a acompanhar-nos pelos desconhecidos caminhos. Neste lindo Saco do Céu (saco é o nome que se dá a lugares bem abrigados, dentro de enseadas), vislumbramos os primeiros raios de sol da nossa expedição, conversamos com moradores locais e aprendemos sobre detalhes da construção naval artesanal durante a visita a um pequeno estaleiro localizado no flanco direito da praia.
Depois de explorarmos o Saco do Céu, ainda na Enseada das Estrelas, conhecemos a cascata da Feiticeira. Já na saída da Enseada, ancoramos na pequena praia da Feiticeira, almoçamos a bordo e percorremos a pequena trilha de 30 minutos que leva até a incrível cascata. Uma imponente queda d'água de aproximadamente 10 metros de altura, onde tomamos também nosso primeiro banho de água gelada. A tripulação parecia estar muito determinada a não usar a pequena cabine de banho do Guará. E o banho de cachoeira foi incrível. Acho que lavamos até a alma!

A Vila do Abraão

04/07/2017 - Pernoite em 23º7,8'S  044º9,6'W

A Vila do Abraão foi o terceiro destino desbravado no mesmo dia. Este rendeu!
Após amarrarmos o Guará a uma das poitas da vila, gentilmente cedida pelo Dudu, um amigo que nos foi recomendado por um amigo que conhecemos no Saco do Céu, apreciamos o delicioso "Salmão Guará", preparado pelo comandante Thom, acompanhado de um delicioso vinho tinto.
Após o jantar, parte da tripulação desembarcou na simpática vila, bastante habitada, pois é a principal porta de entrada dos turistas que ingressam na Ilha Grande. Desembarcamos com o bote de apoio na praia e fomos conhecê-la, pouco habitada naquela encantadora noite de segunda-feira meio chuvosa de baixa temporada.
Ao voltarmos, o aumento da maré provocou a quebra de pequenas ondulações na beira da praia, e tivemos então nosso primeiro engraçado contratempo: em uma manobra atrapalhada, enfiamos a proa do pequeno bote na onda que quebrou bem na cara do cheiroso comandante!
Dormimos ali na poita, procurando descansar bastante, pois no dia seguinte faríamos a primeira grande perna da expedição até a praia da Parnaioca, do outro lado da Ilha.

A Parnaioca

05/07/2017 - Pernoite em 23º11,4'S  044º15'W

Pela manhã, os tripulantes Cleber e Felipe desembarcaram na vila do Abraão para conhecê-la de dia e fazer algumas compras a mais, para reforçarmos nossas provisões, pois a partir dali seguiríamos para as praias isoladas do sul da Ilha. Estávamos preparados para a boa lestada (ventos firmes que sopram de leste, que entraria e deveria permanecer nos próximos dias) e mar com pequenas ondas de até um metro de altura. O plano indicava um pernoite na Parnaioca, com incursão também para a praia do Aventureiro, uma das mais lindas da Ilha Grande.
Tão logo os dois tripulantes embarcaram no veleiro Guará, com pão e canha, içamos a vela grande (vela principal, que sobe pelo mastro) e seguimos com apoio do motor para enfrentarmos o vento leste, que já começava firme, e entrava bem na nossa cara. Assim que cruzamos o canal entre a Ponta da Cafua e a Ilha das Palmas, desligamos o motor e abrimos a genoa (vela de vante, que abre desenrolando-se do estai de proa). Aí o veleiro Guará e toda sua tripulação abriram um sorriso enorme. E a euforia era tanta, que esquecemos de recolher o pequeno bote de apoio que seguia surfando amarrado à popa do veleiro. Para não deixá-lo ali, à mercê das ondas e do vento que atravessava por bombordo, realizamos a difícil e bem sucedida manobra de embarcá-lo por barlavento (o lado por onde entra o vento) com o barco navegando a 7 nós de velocidade (1 nó = 1,852km/h). A tripulação parecia uma orquestra trabalhando durante a divertida faina (trabalho a bordo). Sucesso T-O-T-A-L !
Nesta pegada fomos navegando, contornando a face sul da Ilha até chegarmos à Parnaioca, em uma navegada que durou aproximadamente 6h, com alguns enjôos a bordo. Chegando lá, a expectativa de dormirmos em um mar de azeite, não se concretizou. A Parnaioca, com sua enseada voltada para sudoeste é pleno movimento. Realizamos os procedimentos de fundeio (ancoragem) em águas profundas, longe das margens, em duas tentativas, com todo o respeito que o lugar merece. Lá, o vento sudoeste entra sem piedade. E embora a previsão indicasse a permanência de ventos leste/nordeste, dos quais o local é bem abrigada, optamos por dormir tranquilos. Aguardamos a chegada do entardecer no barco, à companhia do marear pelo leve balanço das ondas. Comemos deliciosos sanduíches e jantamos o macarrão preparado pelo Felipe, vendo a garrafa de vinho deslizar em cima da mesa.

A Enseada de Araçatiba

06/07/2017 - Pernoite em 23º8,4'S  044º19,2'W

Acordamos na Parnaioca com o mar mais calmo e muita disposição para conhecê-la. De longe, víamos as pequenas ondas quebrando na praia de areia branquinha e mata virgem, observando ao longe os trabalhadores do mar que consertavam suas redes e planejando o desembarque, para evitar o banho que tomamos no Abraão. Embarcar ou desembarcar em uma praia com arrebentação naquele pequeno bote com quatro marmanjos e equipamento fotográfico de considerável valor monetário era sempre uma aventura divertida e tensa. Descemos o bote, instalamos o motor, nos preparamos e fomos. À medida em que nos aproximávamos, tal qual surfistas em uma prancha coletiva, escolhíamos o intervalo entre as ondas para avançar e desembarcar na areia. Desta vez, sucesso!
Caminhando pela praia, conversamos com os pescadores que eram da praia de Lopes Mendes e estavam hospedados no camping do Seu Sílvio. Mais adiante, conhecemos este nobre vascaíno, chegado a uma boa conversa. Nos convidou para entrar, sentamos à mesa, e ficamos ouvimos belas histórias sobre a Parnaioca e suas aventuras pelos estádios de futebol à época em que morou no Rio. O Seu Silvio nasceu na Parnaioca, foi trabalhar na cidade grande e voltou para encerrar sua jornada no lugar em que veio ao mundo. Ele tem boas histórias pra contar. "-Ah, vocês são do veleiro? - perguntou ele. Mas deixaram muito longe... o pessoal vem aqui com os catamarãs e ancoram ali no canto perto das pedras." #ninguemdorme - pensei quieto.
Depois de conseguir um sabonete emprestado com o Seu Silvio, fomos à cachoeira e tomamos outro banho daqueles que lavou a alma da tripulação.
Voltamos caminhando pela praia, colocamos o bote na água, contamos as ondas, embarcamos e aceleramos de volta ao Guará. Ligamos o motor, subimos os 100 metros de amarra que que garantiram nossa tranquila noite de sono e partimos rumo à cinematográfica Praia do Aventureiro. Com vento moderado, pegamos uma das poitas livres e desembarcamos no cais de madeira à esquerda da praia. Caminhamos, sentindo o alegre sol e a agradável brisa, até decidirmos almoçar por ali. Comemos um PF que nos custou algumas horas para ser preparado, naquele dia deserto. Aliás, esta é uma das praias que a gente se alegra em conhecer assim, do jeito que nasceu: deserta, ou pelo menos quase.
Almoçamos, observando o fundeio e o desembarque meio atrapalhado da tripulação de um veleiro clássico, lindo de encher os olhos, que compôs aquela bela paisagem. Voltamos para o Guará, já atentos para a execução das manobras necessárias para sair com a vela grande rizada (parcialmente recolhida) devido ao vento leste que entrava firme, logo após a Ponta do Aventureiro. Acho que o nome faz jus àqueles que resolvem conhecer o lugar, seja navegando ou a pé, pela trilha.
Saímos com o apoio do motor e vela. Ao contornar a Ponta, desligamos o motor, abrimos a genoa e fizemos a melhor velejada até então. Com vento de través, o Guará voou baixo, assim como a linda ave rara, de penugem avermelhada, que deu origem ao seu nome. Passamos pela Ponta do Drago, seguimos de vento em popa e, mais a frente, demos um jaibe (manobra perigosa na qual as velas trocam de lado com velocidade) para contornar a Ponta dos Meros e seguimos rumo ao nosso local de pouso. O vento amainou muito, até acabar, pois ficamos a sotavento da Ilha (o lado por onde o vento sai). Assim que o sol se pôs, linda mente, acendemos as luzes de navegação, ligamos o motor e rumamos com ajuda do gps até ancorarmos no nosso quintal: a Enseada de Araçatiba, na face norte da Ilha Grande. Seguindo o rodízio de atividades, jantamos o delicioso macarrão à carbonara preparado pelo Cleber, nosso tripulante oficial de convés, enquanto o "taifeiro" principal manuseava uma linha de pesca, em busca de alguma espécie diferente de bagre.

A Praia do Dentista, Ilha da Jipóia

07/07/2017 - Pernoite em 23º3,6'S  044º21'W

Acordamos em Araçatiba, em um dia de bela calmaria na face norte da Ilha. O plano para este dia seria caminharmos da praia até a Lagoa Verde, conhecida pela cor esverdeada de sua água e dos encantos submersos neste lindo local de prática de snorkeling. Chegamos à praia em grande estilo, com toda segurança adquirida nos desembarques anteriores. Deixamos o bote em um local seguro e partimos para a trilha que tem cerca de 40 minutos de duração, mas que nos consumiu 1h. Não fosse a perspicácia do tripulante Cleber, o navegador do dia, teríamos dado a volta na Ilha a pé pelo largo caminho principal, após passarmos direto pela entrada do caminho de acesso à Lagoa Verde. Lá, contemplamos as maravilhas deste lindo lugar e depois voltamos rapidamente pelo mesmo caminho.
Depois de um refrescante brinde na praia, retornamos ao Guará e seguimos para a Praia da Tapera, na Enseada do Sítio Forte, para mais um banho de mar e de água gelada, com sabonete, xampu, e tudo. Puxa, vida... como se vive bem no mar. Lá na Tapera conversamos com o amigo Naudi, sempre acolhedor. Esta praia é, sem dúvida, um dos melhores lugares nos quais já estive: tem afeto, amizade, mar, praia, água doce para tomar banho e abastecer o barco. Isto sem falar de todos os feijõezinhos que a Isadora comeu, carinhosamente preparados pela Tia Telma. Esta praia já deixou saudades...
Banho tomado, mais um brinde feito em um novo "porto", seguimos adiante rumo à Ilha da Jipóia, linda obra da natureza, com praias diversas, a maior das ilhas que fica entre a Ilha Grande e o continente. Entraríamos à noite, por isso mais uma vez o uso de instrumentos para maior segurança na aproximação. Enquanto o navegador ficava atento à carta eletrônica, o timoneiro conduzia o barco, com máquina reduzida, até que o comando de "soltar âncora" fosse pronunciado, pondo fim ao receio de um desproposital encalhe.
Seguros no novo "porto", depois daquele golinho de cachaça que sempre ajudava a acalmar os ânimos da tripulação, eis que instantes após o lançamento das linhas de pesca a euforia se alastrou pelo convés. Dois peixes, a princípío classificados como algum "tipo de bagre", subiram com a linha. No entanto, estudos mais aprofundados apontaram para o famoso peixe "Olho de Cão", com escamas de cor avermelhada, tamanho pequeno, alto valor culinário e muito comum na costa brasileira. Pegamos quinze, e paramos por aí porque todos deveriam ser limpos e degustados na mesma noite, porque não tínhamos mais gelo a bordo. Preparamos os filés fritos, marinados em limão e sal, cobertos por farinha de trigo. Uma iguaria, que nos proporcionou, além de sentir o sabor do mar onde estávamos, relembrar como é possível viver bem e feliz com poucos recursos. À Luz das Velas que nos levaram até ali. Totalmente roots!

A Cidade de Paraty

08/07/2017 - Pernoite em 23º13,2'S  044º42'W

Limpamos a redinha de comida que fica na cozinha: café com leite, pão com manteiga na chapa e salada de frutas preparada com banana, laranja e uvas passas começaram nosso dia, com horários programados, pois em virtude da falta de vento do lado de dentro da Baía da Ilha Grande a motorada até Paraty seria grande. O plano era sair cedinho da Praia do Dentista e navegar a 5 nós de velocidade ao longo de aproximadamente 30 milhas náuticas (1mn = 1,852km), com parada para almoço na Ilha do Cedro, já em Paraty. Estimamos a navegação em cerca de 6 horas de duração, considerando a ausência total de vento e mar de almirante.
A navegação transcorreu conforme planejada. A parada para almoço na Ilha do Cedro foi às 12h e às 16:30h, aproximadamente, fundeávamos defronte ao cais de Paraty. A lua apontava quase totalmente cheia, tornando nossa recepção naquela simpática cidade ainda mais encantadora. Aliás, encantadora também foi a navegação com o bote de apoio até o desembarque. Os tripulantes remadores firmes no rumo, atentos às marolas que vinham de ambos os lados, provocadas pelas traineiras de passeio que findavam seus expedientes após mais uma jornada de trabalho. Aqueles que não remavam, palpitavam apreensivos "-vem uma dali!", "-outra de lá!", "-e aquela lanterninha potente, veio!?". Foi bem engraçado. Teria sido fatídico sucumbirmos ali, a poucas remadas do destino final, depois de tantas aventuras bem vividas.
A cidade de Paraty estava linda. Pessoas animadas, famílias, casais de namorados e amigos de todas as partes do mundo reunidas ali, tornam a aura daquela cidade iluminada, alegre, mesmo depois de tantas dores vividas para começar o Brasil. Paraty foi um dos primeiros portos de entrada do Brasil, início da Estrada Real, pelo qual entravam escravos e esvaíam-se as nossas riquezas. Outrora, cenário de dor. Hoje, de alegria. A prova viva de que não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.
Jantamos em terra firme, uma deliciosa pizza, muito bem brindada. A esta altura nos acompanhava fielmente a saudade de casa, das nossas famílias, daquelas que abriram mão de nossa presença por nos proporcionar viver esta breve aventura.
O dia seguinte, como de costume, foi dedicado ao desabastecimento. Atracado ao novo cais, em uma das marinas de Paraty, as fainas de limpeza e armazenagem do nobre veleiro Guará foram intensas.
Estamos certos de que este barco nunca foi tão feliz. Assim como também estamos certos de que tudo o que aprendemos no mar, do mar, com o mar, também nos faz mais felizes.

Agradecimentos
Às nossas heróicas mulheres-do-mar, que sempre vibram junto com cada nova posição alcançada, com cada novo lugar conhecido, nossa total gratidão.
À toda tripulação do veleiro Guará nesta expedição e em especial ao nosso querido fotógrafo Felipe "ModhaFocka", pelos registros impressionantes que eternizaram as maravilhosas experiências que convivemos a bordo. Para saber mais sobre este grande fotógrafo e seu trabalho a bordo de uma Kombi, acesse https://www.facebook.com/kombinacomfoto/

Muito obrigado e até a próxima aventura. À Luz de Velas!

Thom, Cleber, Vande e Felipe

Tripulantes da Expedição Ilha Grande – Paraty

01 a 08/07/2017

O cais de Paraty