quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Diário de Bordo - 15/10/2015

Dia 3 - Saco do Mamanguá
Acordamos na Ilha da Cotia após um ótimo pernoite. Fui bem despertado por um passarinho bem atrevido que entrou dentro da cabine e comeu quase uma banana inteira que estava na fruteira.
Almoçamos aquele churrasco feito pelo Vovô Vande. A Isadora foi à praia, pisou na areia e tomou banho de água salgada pela primeira vez e adorou!
Saímos por volta das 14:30h rumo ao Saco do Mamanguá, o "fiorde brasileiro". Velejamos contra o vento, em través e popa. O Guará teve um bom rendimento, com velocidade de 3,5 nós (quase 7 km/h) apenas com a genoa, com um vento de 10 nós. Estamos gostando cada vez mais dele. Apesar de muito simples e pequeno, apenas 28 pés (8,60m de comprimento), transmite muita segurança, é estável e navega muito bem. Sem dúvida, um excelente projeto do Cabinho.
Apesar de havermos planejado ancorar nos fundos do Mamanguá, decidimos navegar um pouco mais e procurar melhor um ancoradouro. Tivemos um ligeiro encalhe em uma das praias, ao tentar aproximação. O Guará também desencalha muito fácil, devido ao formato da base da quilha. Por fim, ancoramos mesmo nos fundos do Mamanguá, bem abrigados, em fundo de lodo, a 4m de profundidade. Consumo de água no dia: novamente 10 litros.
O Mamanguá é lindo!

 Os pezinhos encolhidos por causa da areia.

Adorável fim de tarde.

domingo, 8 de novembro de 2015

Diário de Bordo - 14/10/2015

Dia 2 - Ilha da Cotia
Acabamos esquecendo de falar da quinta tripulante. A Bia! Nossa hamster de quase um ano de idade, que esteve conosco o tempo todo, trazendo ainda mais alegria pra nossa vida a bordo do Guará. Não sei bem se ela se deu conta de que estava navegando, mas às vezes dava a impressão de que estava um pouco mareada - rs.
Soltamos amarras do cais por volta das 10:30h da manhã, rumo à Ilha da Cotia, com uma brisa leve. Logo que saímos, o vento noroeste aumentou para quase 20 nós e, como ainda estávamos em fase de ambientação da tripulação, consideramos a melhor opção ancorar no Saco do Bom Jardim para o almoço. Foi uma boa opção, pois depois ficamos sabendo que um dos barcos que vimos velejando rasgou as duas velas quando sua ancora se soltou durante a navegação em meio ao forte vento.
Almoçamos o delicioso "carreteiro Guará", carinhosamente preparado pelo então cozinheiro Vovô Vande. À tarde, quando o vento diminuiu, seguimos navegando rumo à Ilha da Cotia, um lindo ancoradouro desconhecido por toda a tripulação.
Abaixo, transcrição do diário de bordo:
"Saída do cais às 10:30h. Ancoramos no Saco do Bom Jardim com vento NW de 20 nós. Almoçamos o "carreteiro Guará". Às 13:30h levantamos ferro rumo à Ilha da Cotia. Navegada tranquila, mar calmo, vento de 8 nós leste, com motor e vela grande rizada. A Ilha da Cotia é linda. Conosco, mais dois veleiros, um deles também com uma criança. Um é de Floripa. Consumo de água: 10l. A tripulação está de parabéns!"
Detalhe da vida a bordo: o delicioso banho de chaleira da pequena Isadora, na pia do Guará.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Diário de Bordo - 13/10/2015

Dia 1 - Abastecimento
Chegada ao Guará às 15h. Tripulação: Isadora, Rita, Vovô Vande e Thom.
Abastecemos o Guará com provisões, água e combustível para 10 dias e 100 milhas náuticas, conforme o roteiro.
A adaptação ao barco no primeiro dia é sempre um desafio maior, principalmente com tripulação nova. É um exercício de organização, paciência e disciplina, pois acomodar três adultos, um bebê, bagagens e provisões, em um barco pequeno, é uma tarefa logística desafiadora. Tudo precisa ser pensado e executado na ordem certa, pois acomodar uma bebê de nove meses que já engatinha, enquanto se guarda roupas, comida, abastece água, combustível e se faz todo o check list da "Lista de Verificação para Saída", pode ser uma tarefa simplesmente traumática - rs

A cabine da comandante: depois de tudo organizado e pronto, ela entra e faz a maior festa!