Navegue conosco e conheça um pouco da nossa história, movida pela simplicidade do vento, quase à Luz de Velas...
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
Por que não chama um guincho!? - Parte 3
Por que não chama um guincho!? - Parte 2
Caro Diário,
Continuando a saga do retorno do veleiro Isadora ao seu porto, eis que fiquei com aquele compromisso gostoso, porém inquietante, de PRECISAR navegar. Afinal, o veleiro estava de favor na casa de um amigo recém encontrado, que eu não queria perder, né!? Logo, deixá-lo ali "a perder de vista" não era mesmo uma opção considerada. Guincho, também não!
Bem, então, o jeito seria navegar. Mas a temperatura insistia em não aumentar naqueles dias, o que diminuía "um pouquinho" minha vontade de zarpar dali. Foi aí que surgiu a idéia de fazer um programa de família, daqueles que só a família para aturar mesmo, rs. Ir rebocá-lo com o irmão maior, o Guará! O programa foi imediatamente aceito, com a condição de levarmos junto o carrinho de bebê da Isadora (a filha), que havia sido vendido e precisaria ser entregue naqueles dias. Tudo certo, então!
Já na quinta-feira, embarcamos tudo no Guará. Uma verdadeira mudança, pois planejamos ficar 5 dias no mar e desde nossa estadia no Rio de Janeiro não fazíamos uma destas, então o barco estava bem desabastecido. Cem litros de água, vinte de diesel, comida, roupas, material escolar, brinquedos e, claro, o carrinho da Isa em três partes, com moisés e bebê conforto. Quase desisti! kkk
Na sexta-feira, zarpamos com tempo nublado e chegamos ao destino sob chuva fina e friozinho, em uma bela navegada. Eis que ali seria nosso lar pelos próximos três dias, onde reencontraríamos o Isadora, o amigo Paulo, a tia Nathi, e passaríamos mais alguns dos melhores dias de nossas vidas :)
Por que não chama um guincho!? - Parte I
Caro Diário,
Há algum tempo, o veleiro Isadora estava emprestado aos Escoteiros do Mar, para incentivar os jovens à aprendizagem e à prática da vela. E assim cumpriu amorosamente sua missão, por cerca de dois anos.
Quando o levamos, fomos pelo mar, em dois tripulantes: o timoneiro e o proeiro. Foi uma velejada incrível e relativamente fácil, apesar da distância de aproximadamente 30 milhas náuticas.
Para trazê-lo de volta, a expedição seria no inverno, com ventos moderados e água fria. O proeiro perguntou, sensatamente: "-por que não chama um guincho?". Apesar de ter a resposta dentro de mim, refleti sobre ela por alguns segundos e respondi: "-porque barcos navegam..."
Preparamos o barco, consertamos o casco, costuramos a vela, testamos e, na véspera da data programada, dormimos na sede escoteira para sairmos bem cedinho, à vela e motor. Estaríamos com peso extra, e a previsão de ventos contrários havia se confirmado. Navegamos bem e corajosamente, até o través da praia de Cacupé, ao norte da Ilha de Santa Catarina. Ali, as ondas dentro da baía lavavam o nosso convés e, molhados, passávamos bastante frio. Decidimos então deixar o barco na bela praia do Cacupé mesmo, no pátio da casa de um amigo recém conhecido, o Seu Paulo, também velejador nos tempos idos e ainda amante da prática da construção naval. Sem dúvida, um belo presente que o mar reserva aos navegadores. /)/)







