Caro Diário,
Há algum tempo, o veleiro Isadora estava emprestado aos Escoteiros do Mar, para incentivar os jovens à aprendizagem e à prática da vela. E assim cumpriu amorosamente sua missão, por cerca de dois anos.
Quando o levamos, fomos pelo mar, em dois tripulantes: o timoneiro e o proeiro. Foi uma velejada incrível e relativamente fácil, apesar da distância de aproximadamente 30 milhas náuticas.
Para trazê-lo de volta, a expedição seria no inverno, com ventos moderados e água fria. O proeiro perguntou, sensatamente: "-por que não chama um guincho?". Apesar de ter a resposta dentro de mim, refleti sobre ela por alguns segundos e respondi: "-porque barcos navegam..."
Preparamos o barco, consertamos o casco, costuramos a vela, testamos e, na véspera da data programada, dormimos na sede escoteira para sairmos bem cedinho, à vela e motor. Estaríamos com peso extra, e a previsão de ventos contrários havia se confirmado. Navegamos bem e corajosamente, até o través da praia de Cacupé, ao norte da Ilha de Santa Catarina. Ali, as ondas dentro da baía lavavam o nosso convés e, molhados, passávamos bastante frio. Decidimos então deixar o barco na bela praia do Cacupé mesmo, no pátio da casa de um amigo recém conhecido, o Seu Paulo, também velejador nos tempos idos e ainda amante da prática da construção naval. Sem dúvida, um belo presente que o mar reserva aos navegadores. /)/)


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu recado será lido com muito carinho. Muito obrigado!