quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Você já calculou a sua emissão diária de gás carbônico?

Em um veleiro, nos preocupamos muito com a energia que consumimos, porque precisamos muito dela para chegarmos ao lugar que desejamos.
A energia motora, é do vento;
a energia elétrica, pode ser do vento, ou do sol, ou do movimento da água do mar, ou do alternador do motor auxiliar (menos desejável);
A água potável, captada de nascentes ou da chuva e armazenada em tanques;
O alimento vem da terra (racionado à bordo) e também do mar.
Temos a consciência, a todo tempo, de que isso é tudo o que precisamos para viver no mar. Nada mais, que não possa ser adquirido em troca de algum trabalho ou mesmo de escambo, para manutenção do barco e outros "caprichos", por assim dizer.
Mas... vivemos boa parte do nosso tempo em terra. Usamos veículos a combustão e descartáveis, nos lavamos com água potável, consumimos do nosso planeta amado o tempo todo. No nosso caso, em especial, precisamos utilizar avião para chegar ao barco. E temos a consciência do quanto isso pesa para o nosso planeta.
Por isso, fizemos a conta e descobrimos que o emitimos de CO2 mensalmente equivale a cerca de 200 litros de gasolina. Assim, compensamos utilizando metrô para ir ao trabalho em terra, diariamente.
Nosso próximo passo será neutralizarmos nossas emissões, com "iniciativas verdes".

fonte: http://calculadora.eccaplan.com.br

E você? Já calculou a sua emissão de CO2?


É...

...mais ou menos assim:

"Eu poderia parecer que estou te ouvindo, mas na minha cabeça estou velejando."
 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Feliz 20 de Setembro, tchê!

Pra ti, uma cuia do tamanho do mundo.

Mapa de Navios em Tempo Real

Querido Leitor(a), bom dia!

No mar, temos algumas preocupações um pouco diferentes da terra: o risco de colidir com um navio é uma delas. Esta, aliás, é uma das principais possíveis causas de desaparecimento de veleiros nestes mares pelo mundo afora.
Pode parecer estranho como, em um mar tão grande, dois barcos possam colidir navegando a poucas milhas por hora. Pois é... isso costuma acontecer quando um dos barcos, ou ambos, relaxam no comando: os capitães dos grandes navios comumente ligam o piloto automático e confiam cegamente nos alarmes dos sistemas eletrônicos; já os comandantes de pequenas embarcações, principalmente à vela, sem recursos eletrônicos, muitas vezes cansados, solitários e "invisíveis", pegam no sono e não acordam na hora programada para vigiar o horizonte.
Um dos sistemas mais avançados de navegação é o AIS - Automatic Identification System, que consiste na transmissão das informações sobre a navegação do barco (posição, velocidade e rumo), via satélite, para um servidor mundial.
Bem... se por um lado não temos equipamentos para sermos vistos, é muito fácil ver os outros, e isso já ajuda um bocado! Olha só isso:



Sobe a vela e vai!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

E a Isadora vai estudar aonde?

Esta é a primeira pergunta que, naturalmente, as pessoas fazem.
A preocupação tem muita razão de ser, pois a educação dos filhos é o primeiro dever dos pais, não é?
É sim. Por isso mesmo, muitos pais, conscientes do seu papel de educadores primeiros, tem falado no assunto: Homeschooling.
Lá fora, a prática já está mais consolidada. No Brasil, o assunto ainda é bem recente.
O procurador Henrique Cunha de Lima, do MP/RJ, escreveu um artigo bastante esclarecedor sobre o assunto:

O Homeschooling é liberado no Brasil?

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

How about... KISS :)

Na década de 60, um engenheiro da U.S. Navy, a marinha americana, concebeu o princípio K.I.S.S. (Keep It Simple, Stupid!) para a definição do escopo de um projeto qualquer, por mais complexo que seja. Ao criar a expressão, ele disse à sua equipe que o projeto de um avião de guerra deveria ser tão simples que pudesse ser reparado por um mecânico qualquer no campo de combate.

Por isso, ao fazer qualquer projeto, por mais simples ou audacioso que seja...




...lembre do beijo.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Esse Mundo Impressionante...

"Bem na nossa popa estava ancorado um miniveleiro de 21 pés cujo dono, um cabeleireiro de senhoras, navegava solitário da Inglaterra para a Austrália. Ianto era um tipo bem excêntrico, que nunca se apertava por falta de dinheio. Com suas ferramentas de trabalho, uma tesoura e um pente que levava no bolso da blusa, sempre arranjava alguma mulher para pentear."

Cabinho, no livro "Do Rio à Polinésia", narrando um trecho de sua passagem por Santa Lucia, no mar caribenho.

Partida e Chegada

"Quando observamos da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara. O barco, impulsionado pela força do vento, vai ganhando o mar azul, e nos parece cada vez menor..."

Poema: Partida e Chegada

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Veleiro Isadora

15º45'09.4''S   047º51'59.0''W


Navegar é Preciso

Não importa o tamanho, nem a forma do barco.
Aí a gente começa a entender as proporções de forma natural, da estabilidade, da flutuabilidade, da reação do barco às ondas, dos efeitos da corrente e do vento, pra sosegar quando precisar surfar ondas maiores.
Quanto menor o barco, mais sentimos a água ;-)

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Viajando pelo mundo em um pequeno veleiro sem cabine


É... concordo com o italiano do Crapun. A gente fica "se preparando", equipando o barco, arrumando tudo, gastando dinheiro, planejando, pensando em tudo o que pode dar errado, por anos a fio. Enquanto isso...

...este navegador decidiu partir no seu barquinho. Passou por várias dificuldades, o barco quebrou mais de uma vez no meio do caminho, sendo que na última ficou perdido em uma ilha. Logo que foi resgatado, casou-se com sua noiva. Voltou para resgatar o barco, consertou-o e continuou a circumnavegação de onde tinha parado. Concluiu sua missão. Tudo isso, sofrendo de uma doença que dependia de tratamento médico, com risco de vida pela sua interrupção.

Mas, mudando de assunto... qual é mesmo o sentido da vida!?

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Pinguim no Lago

Diário de Bordo - 23/08/2014 - Relembrando um apuro na Lagoa da Conceição

"Marinheiros,
O dia estava bonito.Vento N-NW, mais ou menos 10 nós.
Biguá sem motor.
Mesmo assim, decidi encarar e levar minha mãe pra um churrasquinho naquela pequena baía antes do Lontra.
Na vela buja, o Biguá foi na manha. Foi bonito de ver a regata que acontecia e passar perto dos barcos.
Ancoramos lá e assamos uma carne. Não tinha levado espeto, então comprei um. Não adiantou, ficou no carro. Acabamos espetando no galho verde de pitangueira. Assamos uma bananinha, aquelas tiras de costela. Muito bom.
Ficamos lá até umas 16h. Hora de voltar. O vento manteve a direção, mas aumentou para uns 15 nós. Embarcamos de volta.
Sabia que sairíamos em orça, mas com um bom ângulo. Subi a vela grande e a buja. Com aquela intensidade, o Biguá deveria ter ganho velocidade tranquilo, se a vela grande estivesse bem trimada. Mas não estava.
Quando o vento entrou, o Biguá começou a derivar rumo às pedras. Tentei ajustar, mas a vela fazia uma curva muito grande, uma barriga, que impedia o movimento a vante e o barco foi de lado. Vento e corrente empurrando pras pedras. Não deu outra, antes de bater, pulei na água, subi nas pedras e segurei no braço. Não bateu. Uma lancha abençoada que viu o apuro se aproximou devagar, jogou um cabo e rebocou. Não fosse o carinhoso marinheiro amigo, teria que chamar o socorro e ficar lá segurando o barco não sei quanto tempo. Um apuro danado.
Rebocados até a saída da pequena baía, ajustei as velas e fomos no contravento até a entrada da marina. Tinha avisado o Luciano antes de sair que estava sem motor, então antes de encalhar na entrada da marina foi rebocar.
Foi um dia maravilhoso, de muitas aprendizagens, alguns arranhões feios na sola dos pés por causa das cracas e algumas conclusões.
As avarias foram: uma parte da ferragem da alheta de bombordo se soltou e foi perdida na água, vou providenciar outra. Com o vento, já na volta, o cupilho do moitão do amantilho (cabo que segura a retranca), se soltou e ficamos sem o amantilho. Improvisei uma forma de segurar a retranca, mas será preciso prender de novo.
O motor, que não estava funcionando e nem liguei, trouxe para casa. Ontem limpei o carburador, deixei funcionando um bom tempo e sequei o carburador. O motor está na minha casa, devolverei no mês que vem, se alguém precisar antes me avise pra eu avisar a vizinha pra entregar a chave de casa. Resolvi que, quanto a ele, não tem jeito. O pessoal da marina deixa gasolina velha no carburador e sempre vai entupir as agulhas. Eu resolvi que vou comprar outro carburador e sempre que for velejar vou colocar o carburador limpo, é muito rápido, posso mostrar como se faz. Me parece o único jeito. Ou, levar o motor pra casa sempre.
Precisaremos fazer uma revisão na velaria, com o Pirão. Revisar esticadores, fuzis, estais, moitões, mordedores, cabos, enfim, dar uma geral pra deixar o barco bem ajustado. Se estivesse tudo ok, com certeza, ele não teria ido parar nas pedras (tenho que tirar o meu da reta, mas acho mesmo que é isso, rsrs).
Pretendo fazer essa revisão no fim das minhas férias, dia 18 ou 19/09, marcar com o Pirão e acompanhar o serviço. Será muito importante.
Enfim, o barco veleja bem sem motor, mas tem que estar muito bem ajustado. Ele é muito pesado e tem pouco pano pro peso que tem, essa é a impressão. Demora pra pegar velocidade e em situações difíceis deixa em apuro. Por isso, é bom ter sempre o motor funcionando.
Achei importante compartilhar a aprendizagem.
Descupem pelas avarias. Logo vai ficar tudo certo.
Agora vou passar um mertiolate.
Abraços e bons ventos! Bem bonzinhos..."

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"Velejar talvez seja...

...a forma mais lenta, desconfortável, cara e sacrificada de ir de um lugar a outro, mas ela permitiu que eu fosse vendo aos poucos um Céu se unindo ao outro."

O que sobra de uma viagem