sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Gostosa Intervenção

Papai e mamãe conversavam sobre algo importante quando o diálogo foi interrompido por uma ansiosa princesa:

"- Sobre o que vocês estão conversando, heim!?" - perguntou ela.

"-Estamos conversando sobre a nossa viagem, filha." - respondeu carinhosamente o papai.

"-Ah, claro... e vai ser amanhã ou hoje, a nossa viagem?" - replicou.

Esta não nega a origem! rsrs

A almiranta e a capitã.

/)/)

domingo, 16 de agosto de 2020

"Só se vê bem com o coração."

"O essencial é invisível aos olhos."

Caro diário,

Esta frase é uma das minhas preferidas. Ela é atribuída ao Pequeno Príncipe, um jovenzinho que morava em um planeta solitário e que, um dia, decidiu deixar sua amada rosa sob uma protegida redoma de vidro e encorajou-se a viajar.

Bem, na verdade, a frase não é do principezinho. É do Antoine, o seu autor. Eu não o conheci muito bem, mas acho que ele era um cara bem legal. Foi piloto de aviação comercial, do correio francês. E ele deve ter vivido cada coisa...

Pois bem, na verdade, eu comecei a escrever estas "viagens", mas eu queria mesmo era falar sobre a luz da vela. É, sim, ontem a noite faltou luz aqui na base e eu rezei para ela não voltar, rs. Lembrei de quando viemos morar aqui, não tinha luz elétrica. Até tinha um pequeno painel solar, mas usamos muita luz de vela. Até hoje, mantemos uma sala sem energia elétrica. É onde estou escrevendo agora.

Sabe... eu acho que quando tem muita luz, a gente percebe muito o exterior. Ah, e como é lindo! O sol, como brilha... a cor do mar, às vezes azul petróleo, às vezes verde como a mata... a cor do céu, de azul celeste à vermelho fogo, é estonteante. As cores das flores, das pessoas.... as roupas, as maquiagens, as construções, as máquinas... fascinam!

Mas aí... a luz se vai e, se não usarmos a energia elétrica, vem o crepúsculo. E a gente passa a ver outras coisas, que estão dentro. Ah, como é lindo! Às vezes, encontramos tanta beleza... outras tantas vezes, nem tanta assim. E é sempre lindo, esse olhar pra dentro, esse auto-encontro. Afinal, "só se vê bem com o coração" mesmo, né!?

E então... se a gente acende uma vela... vemos mais ou menos o que está fora, mais ou menos o que está dentro. Parece que a gente fica ali, em transe, sendo inteiros: vendo um pouco dentro, um pouco fora... se situando... caminhando devagar... planejando nossas ações, com cuidado, para não tropeçar. Administrando um recurso mínimo, planejado, que nos conduz à ação, sem exagero. Só o suficiente. Quando como navegamos com o vento, com os recursos necessários, nem mais, nem menos. Se ele sopra mais forte, aproveitamos o seguimento. Se sopra mais fraco, mantemos o rumo, nos aperfeiçoamos, para fazer o melhor com o que temos. Se ele acaba, esperamos. Olhamos para dentro, arrumamos nosso barco, esperamos, como na escuridão.

Ah... como é bom acender uma vela. Ou... ascender uma. De um jeito ou de outro, a gente acaba vendo com o coração mesmo, já que "o essencial é invisível aos olhos".

Em um inesperado jantar à luz de velas...


...o pedido não poderia ser outro quando a luz voltou: "-pode apagar, por favor!?" :)

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Reencontro no Atlântico Sul

Diário de Bordo, 10/08/2020.

Precisamente às 1100GMT, na posição 27.38°S  48.53°W, aconteceu o reencontro com o tripulante Cleber Amaral no veleiro Guará.

Cleber, também comandante do veleiro Serelepe, retornou recentemente da Nova Zelândia, onde viveu com a família por cerca de 1 ano, completo de experiências e boas histórias.

Seja bem vindo de volta, navegador!

O Cleber parecia ter vindo a remos da NZ, nesta "arisca" embarcação

Os bons ventos das altas latitudes o fizeram bem, comandante. Bem vindo de volta!


Sementes ao Vento...

Diário de bordo, 09/08/2020.

Há muito, me disseram sobre a importância da ação do vento espalhando sementes por aí. Ao acariciar as plantas, ele muitas vezes carrega vida por longos quilômetros terra adentro, fazendo com que diferentes espécies se espalhem por aí, semeando naturalmente, continuando o ciclo da vida.

Ontem, o vento trouxe algumas delas ao veleiro Guará: o Maurício, o Valdeci e a Marina. Eles talvez ainda não sabiam, mas já eram sementes. A experiência de ontem serviu apenas para mostrar-lhes que, como aquelas outras levadas pelo vento, assim também nascem os velejadores quando embarcam pela primeira vez.

É... de algum modo, parece que continuarei abrindo velas no lago Paranoá e até em Uruguaiana, onde nunca naveguei. Só que desta vez, por outras mãos, levadas daqui pra lá. Pelo vento...

Valdeci, Marina e Maurício: em forma, tripulação!

Uma bela velejada pelo entorno de Governador Celso Ramos/SC

Tripulantes muito engajados

Nosso destino: a bela praia do Tinguá

A Isadora e a mamãe, juntamente com os primos Leo, Cris, Pedro e Lara, aguardavam a chegada do veleiro Guará na praia do Tinguá, para uma linda confraternização com os papais navegadores. Devidamente mascarados, cada um na sua mesa, rs. Esta pandemia...

Papais, parabéns pelo seu dia!
/)/)

sábado, 1 de agosto de 2020

"Quem se faz ao mar...

... avie-se em terra! ", diz o antigo ditado marinheiro.
E, nesta filosofia, o veleiro Isadora prepara-se para sua expedição rumo ao seu novo lar, junto à encantadora Conceição: sim! A Lagoa, que onde tudo começou há dez anos atrás... 
Abaixo, o chefe escoteiro Nicolas fazendo reparos na fibra. Gratidão!