by Carol Alves.
Navegue conosco e conheça um pouco da nossa história, movida pela simplicidade do vento, quase à Luz de Velas...
terça-feira, 31 de maio de 2016
E o veleiro Biguá...
...seguiu, por terra, para o seu novo e desconhecido porto.
Apenas sabe-se, que o comprador é de Blumenau/SC. E que lá não tem mar. Navegarás tu, ó Biguá, em doces águas?
Com ou sem sal, que continues sendo capaz de trazer felicidades.
A ti, barco querido, meu primeiro amor, meu muito obrigado. Fostes Divino instrumento, ao te entregares a este humilde navegador.
A vós, caros sócios, todo meu reconhecimento e gratidão. Quando eu, desprovido de todos os recursos financeiros, decidi abraçar o mar, fostes minha esperança.
De ti, Lagoa amiga, querida Conceição, porto fiel durante tantos anos, abrigo das primeiras noites mal dormidas, jamais esquecerei.
Muito obrigado!
♡♡♡
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Querido Diário - 21 e 22/05/2016
"Embarque no Guará às 18:00 GMT. Tripulação: Enrique e o novato marujo, titio Paulo Salla. Verificamos que o barco está sendo bem cuidado pelo nosso novo marinheiro, Sr Wilton. Jantamos na poita (cabo preso ao fundo do mar por um bloco de concreto, que substitui a âncora em casos de permanência prolongada) o consagrado "Salmão Guará", já com novas tripulantes: a também novata titia Andrea e a vovó Ana. O Enrique desembarcou e foi dormir em terra. O Guará é um barco pequeno, para acomodar a família toda. Aliás, este é sempre um momento difícil: escolher quem fica embarcado.
Após o jantar, dormimos por ali mesmo, sob uma linda luz de lua cheia, uma daquelas imagens que a gente demora muito pra esquecer."
Dia 22
"Tomamos café a bordo, agora sim com o restante da tripulação que chegou: Enrique, Jerusa e a fofa da Mariana. Saímos a motor rumo à praia do Bonete, distante 8MN, cerca de 2h de navegação. Logo que partimos, o alarme de temperatura soou e desligamos o motor. Mudamos o rumo para ganhar espaço de manobra velejando com muito pouco vento, enquanto verificamos o motor. Ao que parece, alguma sujeira obstruiu a entrada de água. Problema resolvido, seguimos adiante. Para alegria geral.
A previsão de chuva à tarde não se confirmou, e fomos presenteados com um lindo dia. Deve ter sido um belo trato entre Netuno (deus do mar) e Indra (deus do clima). Passamos pelas enseadas do Flamengo, da Fortaleza e do Mar Virado. Todas lindas, com belas praias. Ancoramos na praia do Bonete, desembarcamos e fizemos um piquenique na praia. Senti muita falta das meninas, que preferiram não viajar desta vez (aliás, esta distância do mar é algo que incomoda muito qualquer navegador... mas este é assunto para outra postagem).
Na volta, recebemos a visita do Zéfiro (deus grego, o vento do Ocidente. Tem um barco de dois amigos que moram a bordo em Paraty com este nome - outra história legal pra contar depois), que nos levou devolta para o Saco da Ribeira. Foi uma bela velejada, para alegria de todos, que adoraram o passeio. A gente aprende muito em um veleiro. Lições bonitas, de simplicidade, de sustentabilidade, de respeito ao mar, de amor à natureza. A gente repensa sobre a vida que leva na terra, porque no veleiro tudo é muito simples, a gente vive só com o necessário, levados pelo vento. Acho que a professora Andrea vai ter uma boa história pra contar pras suas crianças..."

quarta-feira, 25 de maio de 2016
Primeira Etapa - Paraty a Ubatuba - 16 e 17/04/2016
Resolvemos assim: apesar de termos uma data marcada para soltarmos as amarras, decidimos começar já. Que constem nos registros, que o veleiro Guará partiu do porto de Paraty - Rio de Janeiro - Brasil, no dia 16/04/2016 às 09:00 GMT, e chegou ao Saco da Ribeira em Ubatuba - São Paulo - Brasil, no dia 17/04/2016 às 15:00 GMT, percorrendo 60MN milhas náuticas, de um total de 30.000MN (55.000km, aproximadamente).
Dizem que uma grande caminhada, começa com um primeiro passo. Acho justo, considerar que tenhamos dado o primeiro passo.
Me parece algo que posso levar pra minha vida: ao invés de pensar que estou me preparando para, um dia, começar uma caminhada, aceitar que a preparação já faz parte da minha caminhada. Ou que o treino, faz parte do jogo. Ou que o check-in, faz parte do voo. Ou que arrumar as malas, faz parte da viagem. Ou que trabalhar para crescer na vida, faz parte de crescer na vida. Ou que o namoro, faz parte do casamento. Ou que a criança, faz parte do adulto. Ou que estudar, faz parte da profissão.
É... parece que a vida é mesmo uma volta ao mundo que não termina.
Abraços ao vento...
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Vai perguntar pra velejador, oras...
Essa eu tenho que compartilhar aqui:
Me perguntaram: "-como tá o clima aí em Brasília?"
"Tá gostoso... - respondi. Choveu ontem e refrescou, hoje tem uma brisa leve e a umidade do ar aumentou. Está bem melhor".
"E as políticas? Retrucou o outro insatisfeito"
Santa inocência do vento. Bem eu mesmo.
terça-feira, 17 de maio de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Qual o melhor barco para aprender a velejar?
Um barco brasileiro, bom, bonito, barato, fácil, seguro, veloz, pra família passear junto:
O Dingue!
http://veleirodingue.freeboat.com.br/
http://www.classedingue.com.br
:-)
domingo, 8 de maio de 2016
Velejando com o Capitão
sexta-feira, 6 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Um belo porto
Isadora, realmente tens um belo porto.
Quase todos os dias com agradável brisa e muito sol!
Em Brasília/DF - Lago Paranoá.








