quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Mamando ao Vento...

Em um barco pequeno, tudo fica mais evidente, mais perceptível, mais complexo: é comum a gente ouvir pensamentos do tipo "pega um pequeno, depois vai aumentando aos poucos, até chegar num barco maior".
Com uma bebê, é melhor fazer o contrário. Depois que a Isadora foi muito bem no Guará (28 pés), foi experimentada no Biguá (16 pés), até chegar no barquinho com o nome dela (12 pés).
Com vento de 10/11 nós, rizamos a vela grande por segurança, e navegamos contra o vento, quando o barco aderna bastante. Nesta hora, é que os passageiros estreantes costumam se assustar e pensar: "-vai virar!".
A marujinha adorou o balanço e dormiu mamando, ao som do barulho da água batendo no casco, bem pertinho do seu ouvido, e do vento assobiando na mastreação. E a mamãe, bem tranquila, contemplando sua imersão na natureza, certamente agradecendo a Netuno pelo presente recebido.


Fase I - Ambientação
22-12-15 1700 HMG    27º35'22.00"S    048º26'20.60"W

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Enfim... a condecoração!

Presente de Natal: a insígnia de Mestre-Amador que recebi do meu querido tio Cezar Colvara,
Capitão-de-Corveta da Marinha do Brasil
 

Ho - Ho - Ho ! ! !


Um Feliz Natal, e um Ano Novo repleto de bons ventos!

Isadora, Rita e Thom.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Não é uma fofurinha!?

"A Isadora"
 15º46.14'S   047º50.08'W

Tenho um carinho muito especial por este barco.
Não só porque tem o nome da minha filhinha amada, mas... porque tudo nele é tão simples...
Acho que nada no mundo encanta mais do que a simplicidade.

domingo, 13 de dezembro de 2015

"Mares Verdes

Qual linda garça
Que aí vai cortando os ares
Vai navegando
Sob um belo céu de anil
E minha galera
Também vai cortando os mares;
Os verdes mares
Os mares verdes do Brasil!"

13/12 - Feliz dia do marinheiro!

 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Diário de Bordo - 16/10/2015

Dia 4 - Saco do Mamanguá

Amanhecemos no fundo do Saco do Mamanguá. Levantei primeiro, olhei pela vigia e vi que, perto de nós, as águas menos abrigadas estavam encrespadas. Percebi que seria um ótimo dia de treino, antes de partirmos pra travessia até a Ilha Grande.
Tomamos café da manhã, içamos toda a vela grande e subimos a âncora. Pouco navegamos a motor, e logo o sudoeste começou a encher a vela, de vento em popa. Desligamos o motor e a brincadeira começou: o Guará voou na água, e lembrei do lindo pássaro que deu nome ao Barco: uma ave linda, hoje bastante rara, de penas vermelhas, típica das terras tupiniquins na época em que fomos "descobertos".
Subimos o Saco do Mamanguá em poucos minutos, com o Guará literalmente voando baixo. Navegamos em popa, través e orça (contra o vento). Em uma das manobras, quando a vela grande panejou, três slugs (peças plásticas deslizantes que unem a vela ao mastro) quebraram. Um bom problema a ser resolvido.
Pelo nosso planejamento, hoje seria dia de reabastecer o Guará com gelo e água doce, se necessário. Ancoramos perto do "Pão de Açucar", um morro muito parecido com o de mesmo nome, que fica no Rio de Janeiro. Bem perto também do restaurante do Seu Orlando, um pescador muito gentil. Como não gosto de ancorar muito perto de outros barcos, lançamos âncora um pouco mais distante dos outros barcos, e relativamente próximo à costa de pedras.
Eu e meu pai, o Vovô Vande, fomos remando até o restaurante, contra o vento e contra a maré, porque o motor do bote teimou em não funcionar. Como estava com um pequeno vazamento, também levamos a bomba de encher junto. As meninas ficaram no barco. Conhecemos então o Seu Orlando, pescador, que nos vendeu um pouco do seu gelo, suficiente até o próximo reabastecimento. Não precisamos de água, porque a tripulação é muito econômica. O banho da Isadora é de chaleira, na pia; o da mamãe é de água quente com regador, no banheiro; o dos meninos é no mar, com um pouquinho de água doce pra tirar o sal do corpo.
Eu havia lido no Roteiro da Marinha sobre o vento sudoeste no Saco do Mamanguá. É um vento que quando sopra costuma ser forte, pois desce o morro e "encana" entre os fiordes. Seu Orlando perguntou, com toda delicadeza: "-vocês vão dormir aqui? Estou perguntando, porque dizem, DIZEM, que hoje vai soprar o sudoeste. É melhor dormir lá no fundo, porque pra quem não está muito acostumado o mar mexido incomoda."
Fiquei então com a primeira grande decisão a ser tomada: dormir no mesmo lugar em que já havíamos dormido, em rumo contrário ao planejado, ou enfrentar o "temível sudoeste do Mamanguá". Após um pouco de dúvida, sanada pelo carinhoso chorinho que anunciava a hora do banho que precedia o mamá e o sono dos anjos, decidi que enfrentaríamos.
Não foi fácil. Ainda não conhecia suficientemente o barco, pra passar a noite em uma ventania. E que ventania. Na medida em que o vento aumentava, uivando, as "quarteladas de amarras" do cabo da âncora iam pra água. É assim: uma boa ancoragem, com vento forte, precisa de pelo menos 8x a profundidade de quantidade de cabo. Soltei 10x, e ainda assim o Guará "tremia" nas rajadas. Eu e o Vovô Vande fizemos turnos de vigilância para verificar nossa posição durante a noite, para saber se o barco não estava garrando (arrastando âncora). A ventania foi a noite toda, e o Guará não saiu do lugar nem meio metro. Recebi um certificado de ancoragem. E isto foi muito importante, pois nem sempre os melhores ancoradouros estão disponíveis, e muitas vezes é preciso ancorar em condições adversas. Uma grande aprendizagem.
Ah, a Isadora!? Dormiu como um anjinho, ao som do vento, das ondas batendo no casco e dos cabos batendo no mastro. É marinheira. E de primeira!!!

A Isadora com a mamãe no vento sudoeste do Mamanguá

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

1' de Silêncio...

...pelos irmãos do mar desaparecidos no naufrágio do barco "Minas Gerais", na Ponta dos Meros, em Ilha Grande/RJ, no último dia 28/11. Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, provê o Amor e o amparo que confortará os corações dos familiares e amigos neste momento difícil. Acredito que nestas horas, todas as preces são muito bem vindas, para facilitar o trabalho de conforto e resgate espiritual dos irmãos que passam pela necessária provação.
Fomos tocados de uma forma mais intensa pela notícia. Há pouco mais de um mês, cruzávamos a mesma Ponta dos Meros, às vésperas de um mau tempo. Uma notícia assim, tão próxima, durante o planejamento de uma grande expedição, dá medo. Um medo que torcemos para que não nos instigue a desistir, mas a seguir em frente, com mais cuidado e planejamento.
A noite de sábado foi estranha. Eu estava no Guará neste final de semana, para revisão e reparos. Havia chuva e raios. No domingo (29), acordei com a estranha visão de um "barco fantasma", a poucos centímetros do Guará, que estava atracado ao cais: um dos barcos que estavam na poita, todo coberto de um limo escuro, estava em cima de mim. Ajudei o marinheiro de plantão a colocá-lo no pier, e fiquei sabendo um pouco depois que um outro barco também havia se desgarrado e estava à deriva próximo a umas pedras. Teria sido a mesma onda que emborcou o Minas Gerais? Não percebi.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Diário de Bordo - 15/10/2015

Dia 3 - Saco do Mamanguá
Acordamos na Ilha da Cotia após um ótimo pernoite. Fui bem despertado por um passarinho bem atrevido que entrou dentro da cabine e comeu quase uma banana inteira que estava na fruteira.
Almoçamos aquele churrasco feito pelo Vovô Vande. A Isadora foi à praia, pisou na areia e tomou banho de água salgada pela primeira vez e adorou!
Saímos por volta das 14:30h rumo ao Saco do Mamanguá, o "fiorde brasileiro". Velejamos contra o vento, em través e popa. O Guará teve um bom rendimento, com velocidade de 3,5 nós (quase 7 km/h) apenas com a genoa, com um vento de 10 nós. Estamos gostando cada vez mais dele. Apesar de muito simples e pequeno, apenas 28 pés (8,60m de comprimento), transmite muita segurança, é estável e navega muito bem. Sem dúvida, um excelente projeto do Cabinho.
Apesar de havermos planejado ancorar nos fundos do Mamanguá, decidimos navegar um pouco mais e procurar melhor um ancoradouro. Tivemos um ligeiro encalhe em uma das praias, ao tentar aproximação. O Guará também desencalha muito fácil, devido ao formato da base da quilha. Por fim, ancoramos mesmo nos fundos do Mamanguá, bem abrigados, em fundo de lodo, a 4m de profundidade. Consumo de água no dia: novamente 10 litros.
O Mamanguá é lindo!

 Os pezinhos encolhidos por causa da areia.

Adorável fim de tarde.

domingo, 8 de novembro de 2015

Diário de Bordo - 14/10/2015

Dia 2 - Ilha da Cotia
Acabamos esquecendo de falar da quinta tripulante. A Bia! Nossa hamster de quase um ano de idade, que esteve conosco o tempo todo, trazendo ainda mais alegria pra nossa vida a bordo do Guará. Não sei bem se ela se deu conta de que estava navegando, mas às vezes dava a impressão de que estava um pouco mareada - rs.
Soltamos amarras do cais por volta das 10:30h da manhã, rumo à Ilha da Cotia, com uma brisa leve. Logo que saímos, o vento noroeste aumentou para quase 20 nós e, como ainda estávamos em fase de ambientação da tripulação, consideramos a melhor opção ancorar no Saco do Bom Jardim para o almoço. Foi uma boa opção, pois depois ficamos sabendo que um dos barcos que vimos velejando rasgou as duas velas quando sua ancora se soltou durante a navegação em meio ao forte vento.
Almoçamos o delicioso "carreteiro Guará", carinhosamente preparado pelo então cozinheiro Vovô Vande. À tarde, quando o vento diminuiu, seguimos navegando rumo à Ilha da Cotia, um lindo ancoradouro desconhecido por toda a tripulação.
Abaixo, transcrição do diário de bordo:
"Saída do cais às 10:30h. Ancoramos no Saco do Bom Jardim com vento NW de 20 nós. Almoçamos o "carreteiro Guará". Às 13:30h levantamos ferro rumo à Ilha da Cotia. Navegada tranquila, mar calmo, vento de 8 nós leste, com motor e vela grande rizada. A Ilha da Cotia é linda. Conosco, mais dois veleiros, um deles também com uma criança. Um é de Floripa. Consumo de água: 10l. A tripulação está de parabéns!"
Detalhe da vida a bordo: o delicioso banho de chaleira da pequena Isadora, na pia do Guará.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Diário de Bordo - 13/10/2015

Dia 1 - Abastecimento
Chegada ao Guará às 15h. Tripulação: Isadora, Rita, Vovô Vande e Thom.
Abastecemos o Guará com provisões, água e combustível para 10 dias e 100 milhas náuticas, conforme o roteiro.
A adaptação ao barco no primeiro dia é sempre um desafio maior, principalmente com tripulação nova. É um exercício de organização, paciência e disciplina, pois acomodar três adultos, um bebê, bagagens e provisões, em um barco pequeno, é uma tarefa logística desafiadora. Tudo precisa ser pensado e executado na ordem certa, pois acomodar uma bebê de nove meses que já engatinha, enquanto se guarda roupas, comida, abastece água, combustível e se faz todo o check list da "Lista de Verificação para Saída", pode ser uma tarefa simplesmente traumática - rs

A cabine da comandante: depois de tudo organizado e pronto, ela entra e faz a maior festa!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Expedição "10 Dias no Mar"

Brasília, 04/10/2015.

Estamos prestes a realizar nossa primeira "expedição". Serão 10 dias no mar, com aproximadamente 100 milhas navegadas, pela Baía da Ilha Grande/RJ. Destinos como Ilha da Cotia, Saco do Mamanguá, Saco do Céu, Ilha Sandri e até o shopping Piratas Mall em Angra dos Reis estão no roteiro. Vai ser uma experiência e tanto. Um passo importante na adaptação para a vida a bordo.
O planejamento está feito. A Isadora vai ganhar um "chiqueirinho" a bordo: a cabine de proa será fechada com tela, pra ela não sair engatinhando pelo barco todo.
A tripulação será formada pela Isadora (comandante), eu (1ºimediato/1º Timoneiro), Rita (2º imediato/2º Timoneiro) e Vovô Vande (cozinheiro e babá).

A comandante dando as ordens na elaboração do plano de navegação

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Diário de Bordo

Bem sem graça fica o barco sem as meninas.
Mas às vezes é preciso. Faz parte do plano ganhar experiência. Enfrentar alguns apuros, pra aprender a lidar com situações difíceis. E, acreditem, é bem melhor fazer isso sem um bebê a bordo.
Combinei com o Seu Alfredo, antigo "pai" do Guará, um encontro técnico para tirar algumas dúvidas, como subir no mastro para manutenção e montar a vela gennaker (uma grande vela de proa, que se usa para melhorar o rendimento do barco em ventos de través e popa (de lado e de trás).
Mas esse negócio de conciliar a vida na terra com a vida no mar, nem sempre dá certo. Conciliar a compra de passagens aéreas com a previsão do tempo é até possível, mas bem caro. Então a gente se programa e vê no que vai dar. Ao sabor do vento. Bem... não tinha vento. Choveu. Aí fiquei com o Seu Alfredo conversando no cockpit. Ele é uma ótima pessoa e também gosta muito do barco. Fez muitas invenções legais, e o que é mais legal ainda: registrou tudo, absolutamente tudo, no diário de bordo. Qualquer especialista em Gestão do Conhecimento ficaria "de cara" com o caderninho do Seu Alfredo. E isso faz toda a diferença. Enfim, não deu pra agora praticar. Mas já sei onde está escrito.
Depois da conversa, saí pra ancorar em frente ao cais principal de Paraty. E com a supernova de domingo, que indicou marés bem altas e bem baixas no mesmo dia, ancorei o Guará bem longe, ao lado de um outro barco maior. "Se ele não vai encalhar, eu também não vou!" - pensei.
Fui até o centro de Paraty, entrando pela barra com maré alta, no bote de apoio. É um barquinho bonitinho, inflável, pra quatro pessoas, amarelinho. Tem um motorzinho de 3HPs, suficiente pra finalidade de chegar na praia. Porque veleiro não chega. A quilha vai um metro e meio pra baixo. Amarrei o bote bem pertinho da Kombi. É, da Kombi do meu irmão. Ele tem um projeto muito legal, chamado kombinacomfoto, procurem no Facebook. Ele sai viajando pelo país afora fazendo oficinas de fotografia. Fez o maior sucesso no Paraty em Foco, evento que estava acontecendo. Esta cidadezinha simpática e acolhedora, mais uma vez, recebendo minha família. Amo muito.
Fiquei na Kombi até umas 22h trabalhando com o Felipe. Depois fui pegar o bote e pedi ajuda pra ele, pois o deixei sobre a calçada por causa dos outros barcos de passeio. São muitos! Paraty é cheinho deles. A maré estava bem baixa, a diferença pra maré alta foi de mais de um metro. Foi lindo ver as ruas enchendo d'água e, horas depois, esvaziando, depois enchendo tudo de novo. Muito lindo o movimento das águas. Lindo também foi o tombo que eu levei na rampa cheia de limo, na faina de recolocar o bote na água. Mas deu certo - rs. Saí então pelo rio Perequê-Açu, que passa pelo centro histórico, com a maré muito baixa. Não tinha calado nem pro bote. Fico imaginado o que as pessoas ficaram pensando ao me ver caminhando no meio do rio à noite puxando um bote amarelo.
Quando a profundidade permitiu, liguei o motor e fui em busca do Guará, no meio da escuridão. Aí veio mais uma aprendizagem importante: eu estava sem colete. Sem água. Sem rádio, nem telefone. Sem luz de navegação nenhuma, em meio a outros barcos maiores. O único meio de segurança era a chave do bote, que amarrei no tornozelo para o caso de cair na água. Um absurdo total. Nunca façam isso, por mais calmo que esteja o mar.
Enfim, cheguei ao Guará e tomei um delicioso banho quente, de canequinha, ali do convés mesmo, olhando pra igreja e agradecendo pela proteção. Por estar me sentindo em casa.
Já é domingo. Acordei cedo, ao raiar do sol, que apareceu. Liguei o rádio pra saber a hora, porque não tinha mais telefone. Esqueci de contar, mas teve uma hora que dei um passo em falso na calçada e caí no mar com ele. Se foi. Mais um...
O mar estava calmo, tinha uma leve aragem. Puxei a âncora e lembrei da água do mate esquentando. Desci rápido pra não deixar ferver. O gaúcho sabe o que é ferver a água do mate. Quando estava em frente ao fogão, vi aquele barco enorme vindo bem na minha cara pela vigia e... tum! Bateu. Puta merda. Subi correndo e vi o marujo do barco ao lado sair com uma baita cara de sono pra ver o que tinha acontecido. "Desculpe! Desculpe mesmo! Deixei solto" - disse à ele que, muito gentil, não conseguiu dizer nada e voltou a dormir. Acho que nem era brasileiro. Não vi a bandeira do barco. Mas não deixei ferver a água. Que mate delicioso!
Fui buscar o Felipe, que chegava com seus amigos. Enquanto esperava, lavei minha roupa imunda do tombo. Queria saber como era lavar roupa na água salgada. Achei muito bom, apesar dos calos nos dedos. Só que depois que seca, o sal fininho deixa ela bem esquisita... não enxaguei na água doce. Queria saber como era não usar água doce pra lavar roupa. Água é o nosso bem mais precioso, ainda mais em barco de cruzeiro. O Guará tem capacidade de 300litros. Dá pra passar até 20 dias a bordo, em três pessoas, racionando bem.
A velejada com o Felipe e seus amigos foi boa. Os amigos nunca tinham ido. E é muito legal sair com quem nunca foi, tudo é novidade. E ter a oportunidade de apresentar novidade pra quem já tem alguma vivência na vida é uma graça. Almoçamos macarrão com molho de tomate. O Felipe que fez, ficou delicioso.
Agora uma parte da família já conheceu o Guará. O vovô Vande, a vovó Ana, a titia Jerusa, a priminha Mariana, o titio Enrique e o titio Felipe. Fico muito feliz com isso.
Depois de colar umas fotos da família no painel sobre a mesa de navegação, voltamos e pegamos estrada. Lá ficou o Guará, aos cuidados do marinheiro Gilson. Que pessoa do bem. Lá se foi a Kombi verde camuflada com o motorista barbudo com cabelo dread e seus dois amigos, de volta pra Santa Catarina. Lá fui eu pra São José dos Campos, aguardando o embarque pra voltar ao encontro das meninas e do enorme trabalho que me aguardava. "Um dia vou ficar no mar de vez." - pensei de novo.
Obrigado pela paciência em ler. Espero que tenham se divertido.
Com carinho,
Thom.
O Guará fundeado em frente ao cais de Paraty.
26-09-15 1830 HMG   23º13.27'S   044º42.24'W


A Igreja de Nossa Senhora dos Remédios na maré alta.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Família Schurmann - Expedição Oriente - 1 Ano!

Puxa vida...

Não parece, mas já faz um ano que a Família Schurmann deixou o porto de Itajaí/SC, para mais uma volta ao mundo.
Lembramos bem deste dia, estávamos lá. A Isadora, ainda na barriga da mamãe, conversou com a Formiga (Eloísa Schurmann), e trocaram votos de "bons ventos".
Queridos, obrigado por tantas inspirações. Que o nosso Deus, que sopra os ventos, cuide de cada um de vocês, do veleiro Kat e de toda a tripulação, do mar e da terra.

sábado, 19 de setembro de 2015

"Velejar é...

...transformar física em poesia."

O que sobra de uma viagem?

por Capitão Elio Somaschini - Veleiro Crapun


domingo, 13 de setembro de 2015

Dog house!?

Chamam esta cobertura de "dog house". O nome é bem sugestivo. Ela serve para proteger o timoneiro do vento, da chuva, e dos borrifos d'água, quando o bicho pega.
Mas... eu acho que tá mais é pra "baby house". Não acham!?
Fase I - Ambientação
21-06-15 1100 HMG     23º12.87'S    044º40.42'W

Vamos estudar!

É, filhinha...
Já que estamos a 1.262km de distância e a 1.200m de altitude longe do mar, o jeito é estudar...
Já aprendemos um pouco mais sobre a costa brasileira. Saímos de Porto Alegre/RS e chegamos a Vitória/ES.
Ainda faltam algumas milhas náuticas para completarmos nossa volta ao mundo. Vamos em frente, firmes no leme!
:-)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

E uma brisa leve...

...empurra o pequeno Biguá de volta ao porto, carregando um pai e dois filhos, depois de uma navegação de 4 milhas náuticas com pernoite a bordo.

 Veleiro Biguá -  27°35'22.43"S    048°26'20.60"W 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Um dilema e tanto


Esse foi um dos momentos mais engraçados até aqui. Me peguei com os dois livros que estava lendo e pensei... "puxa vida".
Não tinha outro jeito. Só deu pra enfiar o bebê dentro do barco!



O primeiro dia dos pais

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

É impressionante...

...como diferentes combinações dos quatro elementos - Terra - Água - Ar - Fogo - promovem diferentes expressões e diferentes impressões.
Esta foi vivenciada ontem, ao impulso do elemento Ar, no veleiro Isadora. Um presente do Alto. O baixo percentual do elemento Água no cerrado (em torno de 15% de umidade relativa) faz com que o elemento Fogo apareça e desapareça, todos os dias, nesta época do ano, de uma forma ímpar. O elemento Terra assistia, de longe, o espetáculo protagonizado, nesta ótica, pelo veleiro Isadora.

Pôr do Sol no Lago Paranoá - Brasília/DF - Veleiro Isadora

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Uma Nova Tripulante


E eis que é anunciada a chegada de uma nova tripulante: bem-vinda a bordo, Isadora!
A lembrancinha foi projetada pelo papai e confeccionada mui carinhosamente pela mamãe. É réplica da mastreação e vela de um barco monotipo, classe Laser, muito parecido com o atual Isadora (classe Dingue).
E o mate!? Ah, o mate... este não falta. Está sempre a bordo. Quando a erva acaba, é sinal de que o porto de destino já está muito próximo :)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Porque o primeiro vento a gente nunca esquece...


A Isadora com 2 meses, ainda na barriga da mamãe.
É incrível como o lugar mais protegido e confortável para um ser humano, durante toda a sua existência, está cercado de água. É escuro, balança muito. É apertado. E os sons, então!? São os mais estranhos: às vezes são tão altos e graves, que parece até uma tempestade.
Qualquer semelhança com a cabine de um barco, é mera coincidência...
:-)

domingo, 30 de agosto de 2015

Será que dá!?


Vem aquela dúvida... será que nos dias de hoje, com tanta tecnologia à disposição, dá pra ser feliz à "luz de velas", em uma habitação muito pequena, desprovida de maiores confortos, que balança o tempo todo!?
Diz aí, Isadora.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Veleiro Guará

O robusto Guará é um barco de construção artesanal, modelo Multichine 28, projetado pelo renomado escritório de Roberto Barros, popular "Cabinho" (http://www.yachtdesign.com.br/portugues/projetos/mc28/mc28_2.php). É um veleiro oceânico de 28 pés, com capacidade para 8 tripulantes (6 com pernoite). O Guará é um Categoria A, de acordo com as normas de estabilidade da Comunidade Européia para Veleiros de Oceano (STIX), o que o torna apto a realizar travessias oceânicas. Foi fabricado pelo estaleiro Simulídeo, de Ubatuba/SP, lançado ao mar em 2002.

Este barco possui também duas velas, uma mestra e uma genoa, que compõem um conjunto que torna este barco muito marinheiro. A propulsão auxiliar do Veleiro Guará se dá por meio de um motor diesel de 18HP, extremamente econômico. Ele está atracado na simpática baía de Paraty/RJ, porto do grande navegador brasileiro Amyr Klink.

O Guará é um barco muito seguro. Por isso, tem sido o mais utilizado para navegar com a pequena Isadora, de apenas 7 meses, que adora navegar e participa atentamente de todas as funções a bordo.




Veleiro Biguá

O simpático Veleiro Biguá é um veleiro mini oceânico, modelo Boto 16, projetado no Brasil e fabricado em 1992 pelo estaleiro Marina Sylvestre. Possui 16 pés (4,87m de comprimento), com cabine habitável e capacidade para quatro pessoas, inclusive pernoite.

O Biguá possui duas velas, uma mestra e uma genoa. Além das velas, possui um motor de popa de 5HP, para facilitar manobras de atracar/desatracar e também como apoio em dias de calmaria. Está na linda Lagoa da Conceição, em Florianópolis/SC.

O Biguá é um barco intermediário, classificado para navegação interior. Entre suas características mais interessantes, estão a possibilidade de baixar o mastro para passagem ao mar e sua quilha fixa, que garante excelente estabilidade ao barco - seu capotamento é praticamente impossível - proporcionando conforto e segurança, principalmente para velejadores iniciantes. É um barco excelente para aprendizagem e lazer, tanto pelas suas características quanto pelo maravilhoso local onde está localizado.


domingo, 16 de agosto de 2015

Veleiro Isadora

O pequeno Isadora (ou, a pequena Isadora, porque em muitos idiomas barco é substantivo feminino :) é um veleiro da classe Dingue, o primeiro barco a vela projetado no Brasil em 1978, por Miguel Pomar. É um monotipo de 12 pés (4,16m de comprimento), sem cabine habitável, com capacidade para até três pessoas. Em regatas, deve ser composto por dois tripulantes.

A propulsão do Isadora é totalmente ecológica. Além da vela, possui um motor elétrico de 54lbs, utilizado como apoio em dias de calmaria. Está no Lago Paranoá, em Brasília/DF.

O Isadora é a porta de entrada para o mundo da vela, e será usado para treinar nossa pequena Isadora, hoje com apenas 7 meses de idade.