Navegue conosco e conheça um pouco da nossa história, movida pela simplicidade do vento, quase à Luz de Velas...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
sábado, 12 de dezembro de 2020
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
A "Expedição Esmeralda"
Queridos Leitores,
Entre os dias 30/10/20 e 01/01/21, realizamos a bordo do Veleiro Guará a "Expedição Esmeralda", que marcou o início de nossa jornada de navegações pela costa brasileira. Embarcamos no dia 30/10 e, após todos os preparativos, pernoitamos a bordo e zarpamos de nossa base em Governador Celso Ramos/SC no dia 31/10 rumo à Ilha de Porto Belo, nas proximidades da enseada do Caixa d'Aço, onde pernoitamos. A enseada recebeu esta denominação há muitos anos, por ser a única na região abrigada dos ventos de todos os quadrantes. Sem dúvida, nosso melhor ancoradouro aqui em Santa Catarina.
Nossa expedição foi assim denominada pois, pelo mar, cruzamos por todos os municípios da chamada "Costa Esmeralda", que é um dos roteiros turísticos mais bonitos e procurados de Santa Catarina.
Transcrevemos abaixo um pequeno trecho extraído do site oficial da região:
"Localizada em Santa Catarina, a Rota Costa Esmeralda é um destino turístico situado na Região Turística da Costa Verde & Mar e é formado pelos municípios de Bombinhas, Porto Belo e Itapema. A região possui aproximadamente 60km de litoral e uma grande parte do território conservada por meio de áreas naturais protegidas, a cor esverdeada de seus mares é uma marca. Além disso, possui mais de 50 praias e uma rica biodiversidade, com tucanos, macacos, tamanduá-mirim, inúmeros pássaros e flores selvagens. A região oferece várias atrações como pescarias, passeios de barcos, esportes náuticos e subaquáticos e gastronomia típica açoriana com muitos bares e restaurantes na orla marítima. A rede hoteleira também é destaque com excelentes meios de hospedagens na região."
Fonte: https://www.visitecostaesmeralda.com.br/costa-esmeralda
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
Eu tive um sonho
Sonhei.
Sonhei que acordei dentro de uma máquina.
De repente, o vento começou a soprar e a máquina começou a deslizar sobre a água, me levando com ela.
Tudo era azul ao redor.
Lembro de ter ficado assim um bom tempo.
Adormeci, não sei bem por quanto tempo. Acordei de novo.
Já não estava mais só. Me vi em uma cidade, em meio a uma enorme calçada, repleta de casas estranhas ao redor.
Onde estou? Não sei. Mas gosto daqui. E me pergunto o que vai acontecer se eu dormir novamente.
Talvez aquele vento irá soprar e tudo ficará azul de novo.
Onde vou acordar? Não sei. Mas acho que vou gostar...
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
Seja bem vinda, Fase IV ! ! !
E se a Kombi navegasse!?
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Novos Velejadores
26-09-2020:
Desta vez a bela enseada da Armação da Piedade serviu de raia para a preparação de três novos fortes, aguerridos e bravos velejadores. Em apenas dois dias intensivos de preparação, já estavam velejando sozinhos o Dingue Isadora.
Estamos muito orgulhosos, Marina, Maurício e Valdeci! Parabéns!!!
Dingue Isadora formando novos velejadores
Um dia brilhante!
19-09-2020:
Registro de uma velejada belíssima com a família Teodoro Machado, que já mora em nossos corações há mais de 20 anos!
Faríamos uma atividade de resgate, mas ficamos em dúvida sobre qual dos dois novos tripulantes estaria mais apto ao papel de MOB (Man Over Board)... brincadeirinha! rsrs.
Todos se saíram muito bem a bordo e mais uma vez embarcaram muita alegria no veleiro Guará!
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
Por que não chama um guincho!? - Parte 3
Por que não chama um guincho!? - Parte 2
Caro Diário,
Continuando a saga do retorno do veleiro Isadora ao seu porto, eis que fiquei com aquele compromisso gostoso, porém inquietante, de PRECISAR navegar. Afinal, o veleiro estava de favor na casa de um amigo recém encontrado, que eu não queria perder, né!? Logo, deixá-lo ali "a perder de vista" não era mesmo uma opção considerada. Guincho, também não!
Bem, então, o jeito seria navegar. Mas a temperatura insistia em não aumentar naqueles dias, o que diminuía "um pouquinho" minha vontade de zarpar dali. Foi aí que surgiu a idéia de fazer um programa de família, daqueles que só a família para aturar mesmo, rs. Ir rebocá-lo com o irmão maior, o Guará! O programa foi imediatamente aceito, com a condição de levarmos junto o carrinho de bebê da Isadora (a filha), que havia sido vendido e precisaria ser entregue naqueles dias. Tudo certo, então!
Já na quinta-feira, embarcamos tudo no Guará. Uma verdadeira mudança, pois planejamos ficar 5 dias no mar e desde nossa estadia no Rio de Janeiro não fazíamos uma destas, então o barco estava bem desabastecido. Cem litros de água, vinte de diesel, comida, roupas, material escolar, brinquedos e, claro, o carrinho da Isa em três partes, com moisés e bebê conforto. Quase desisti! kkk
Na sexta-feira, zarpamos com tempo nublado e chegamos ao destino sob chuva fina e friozinho, em uma bela navegada. Eis que ali seria nosso lar pelos próximos três dias, onde reencontraríamos o Isadora, o amigo Paulo, a tia Nathi, e passaríamos mais alguns dos melhores dias de nossas vidas :)
Por que não chama um guincho!? - Parte I
Caro Diário,
Há algum tempo, o veleiro Isadora estava emprestado aos Escoteiros do Mar, para incentivar os jovens à aprendizagem e à prática da vela. E assim cumpriu amorosamente sua missão, por cerca de dois anos.
Quando o levamos, fomos pelo mar, em dois tripulantes: o timoneiro e o proeiro. Foi uma velejada incrível e relativamente fácil, apesar da distância de aproximadamente 30 milhas náuticas.
Para trazê-lo de volta, a expedição seria no inverno, com ventos moderados e água fria. O proeiro perguntou, sensatamente: "-por que não chama um guincho?". Apesar de ter a resposta dentro de mim, refleti sobre ela por alguns segundos e respondi: "-porque barcos navegam..."
Preparamos o barco, consertamos o casco, costuramos a vela, testamos e, na véspera da data programada, dormimos na sede escoteira para sairmos bem cedinho, à vela e motor. Estaríamos com peso extra, e a previsão de ventos contrários havia se confirmado. Navegamos bem e corajosamente, até o través da praia de Cacupé, ao norte da Ilha de Santa Catarina. Ali, as ondas dentro da baía lavavam o nosso convés e, molhados, passávamos bastante frio. Decidimos então deixar o barco na bela praia do Cacupé mesmo, no pátio da casa de um amigo recém conhecido, o Seu Paulo, também velejador nos tempos idos e ainda amante da prática da construção naval. Sem dúvida, um belo presente que o mar reserva aos navegadores. /)/)
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
Gostosa Intervenção
Papai e mamãe conversavam sobre algo importante quando o diálogo foi interrompido por uma ansiosa princesa:
"- Sobre o que vocês estão conversando, heim!?" - perguntou ela.
"-Estamos conversando sobre a nossa viagem, filha." - respondeu carinhosamente o papai.
"-Ah, claro... e vai ser amanhã ou hoje, a nossa viagem?" - replicou.
Esta não nega a origem! rsrs
A almiranta e a capitã.
/)/)
domingo, 16 de agosto de 2020
"Só se vê bem com o coração."
"O essencial é invisível aos olhos."
Caro diário,
Esta frase é uma das minhas preferidas. Ela é atribuída ao Pequeno Príncipe, um jovenzinho que morava em um planeta solitário e que, um dia, decidiu deixar sua amada rosa sob uma protegida redoma de vidro e encorajou-se a viajar.
Bem, na verdade, a frase não é do principezinho. É do Antoine, o seu autor. Eu não o conheci muito bem, mas acho que ele era um cara bem legal. Foi piloto de aviação comercial, do correio francês. E ele deve ter vivido cada coisa...
Pois bem, na verdade, eu comecei a escrever estas "viagens", mas eu queria mesmo era falar sobre a luz da vela. É, sim, ontem a noite faltou luz aqui na base e eu rezei para ela não voltar, rs. Lembrei de quando viemos morar aqui, não tinha luz elétrica. Até tinha um pequeno painel solar, mas usamos muita luz de vela. Até hoje, mantemos uma sala sem energia elétrica. É onde estou escrevendo agora.
Sabe... eu acho que quando tem muita luz, a gente percebe muito o exterior. Ah, e como é lindo! O sol, como brilha... a cor do mar, às vezes azul petróleo, às vezes verde como a mata... a cor do céu, de azul celeste à vermelho fogo, é estonteante. As cores das flores, das pessoas.... as roupas, as maquiagens, as construções, as máquinas... fascinam!
Mas aí... a luz se vai e, se não usarmos a energia elétrica, vem o crepúsculo. E a gente passa a ver outras coisas, que estão dentro. Ah, como é lindo! Às vezes, encontramos tanta beleza... outras tantas vezes, nem tanta assim. E é sempre lindo, esse olhar pra dentro, esse auto-encontro. Afinal, "só se vê bem com o coração" mesmo, né!?
E então... se a gente acende uma vela... vemos mais ou menos o que está fora, mais ou menos o que está dentro. Parece que a gente fica ali, em transe, sendo inteiros: vendo um pouco dentro, um pouco fora... se situando... caminhando devagar... planejando nossas ações, com cuidado, para não tropeçar. Administrando um recurso mínimo, planejado, que nos conduz à ação, sem exagero. Só o suficiente. Quando como navegamos com o vento, com os recursos necessários, nem mais, nem menos. Se ele sopra mais forte, aproveitamos o seguimento. Se sopra mais fraco, mantemos o rumo, nos aperfeiçoamos, para fazer o melhor com o que temos. Se ele acaba, esperamos. Olhamos para dentro, arrumamos nosso barco, esperamos, como na escuridão.
Ah... como é bom acender uma vela. Ou... ascender uma. De um jeito ou de outro, a gente acaba vendo com o coração mesmo, já que "o essencial é invisível aos olhos".
Em um inesperado jantar à luz de velas...
...o pedido não poderia ser outro quando a luz voltou: "-pode apagar, por favor!?" :)
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
Reencontro no Atlântico Sul
Diário de Bordo, 10/08/2020.
Precisamente às 1100GMT, na posição 27.38°S 48.53°W, aconteceu o reencontro com o tripulante Cleber Amaral no veleiro Guará.
Cleber, também comandante do veleiro Serelepe, retornou recentemente da Nova Zelândia, onde viveu com a família por cerca de 1 ano, completo de experiências e boas histórias.
Seja bem vindo de volta, navegador!
Sementes ao Vento...
Diário de bordo, 09/08/2020.
Há muito, me disseram sobre a importância da ação do vento espalhando sementes por aí. Ao acariciar as plantas, ele muitas vezes carrega vida por longos quilômetros terra adentro, fazendo com que diferentes espécies se espalhem por aí, semeando naturalmente, continuando o ciclo da vida.
Ontem, o vento trouxe algumas delas ao veleiro Guará: o Maurício, o Valdeci e a Marina. Eles talvez ainda não sabiam, mas já eram sementes. A experiência de ontem serviu apenas para mostrar-lhes que, como aquelas outras levadas pelo vento, assim também nascem os velejadores quando embarcam pela primeira vez.
É... de algum modo, parece que continuarei abrindo velas no lago Paranoá e até em Uruguaiana, onde nunca naveguei. Só que desta vez, por outras mãos, levadas daqui pra lá. Pelo vento...
sábado, 1 de agosto de 2020
"Quem se faz ao mar...
sexta-feira, 17 de julho de 2020
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Pout-en-pout aux fruits de mer
segunda-feira, 13 de julho de 2020
Ah, mar... o mais fascinante são as pessoas.
Ao retorno, os pássaros lembram que é chegada a hora de voltarmos aos nossos ninhos...
terça-feira, 12 de maio de 2020
Notificação de Desembarque
quarta-feira, 6 de maio de 2020
Em terra, ou no mar... o importante é navegar!
As preferidas aulas de artes com a mamãe.

















































