terça-feira, 28 de março de 2017

Veleiro Isadora em Mais uma Colorida Participação!

Queridos(as) Leitores(as),

Eis que o final de semana foi marcado por mais uma divertida participação do Veleiro Isadora no Lago Paranoá.
Na foto dá pra ver que o pequeno Dingue vai ficando cada vez menor ao lado da sua linda capitãzinha... :)




sexta-feira, 3 de março de 2017

Dia 6 - A Travessia: Da Ilha das Couves à Ilha da Jipóia

Querido Diário, bom dia!
Me desculpe pela demora em voltar a escrever. É que não gosto de sonhos vãos.
E não é que eu não acredite no nosso, nem que eu queira atribuir a alguém ou a alguma situação o fato de achar que as coisas estão indo devagar demais. Mas ainda sou meio apressado e ansioso. Características do nosso dia-a-dia, que não combinam muito com o estado de espírito de alguém que pretende atravessar o Pacífico em um barquinho a vela de 28 pés.
Mas... eis-me aqui nos meus 5 minutos de calma, outra vez "navegando em ventos fracos".
Aquela travessia, antecedida das expectativas de alguém que coloca a família em um barco para se afastar da costa, foi muito bem sucedida e agradável. Cada vez melhor preparados, com mais confiança, aprendemos a acreditar que o vento é capaz de nos levar mesmo para qualquer lugar.
Com a bem sucedida saída da Ilha das Couves, o Guará rumou em contravento para a Ponta da Joatinga, porta de entrada da Baía da Ilha Grande. Seguimos só na vela por um bom tempo, até que toda a tripulação estivesse acordada. A Rita saltou da cabine de proa onde dormia com a Isadora pra popa em um pulo só, para despejar a janta na água. Com o mar contrário, a proa mexia bastante e causou um reboliço no estômago da Imediata.
Depois de aterrar (navegar em direção à terra) bastante para ganhar ângulo de contravento, já próximos da Joatinga, mudamos de bordo e ligamos o motor, pois o vento passou a entrar mais na cara. Com velas e motor, navegamos até a ponta da Joatinga, quando então alteramos o rumo para a Ilha Grande. Nosso destino inicial seria a Enseada do Sítio Forte, lugar conhecido nosso de outra navegada. Nada melhor do que chegar a um ancoradouro seguro e conhecido depois de uma aventura, pensei ao planejar a rota. Mas, como o destino era o continente, preferimos alterar o rumo para a Ilha da Jipóia e conhecer a famosa Praia do Dentista.
A travessia em mar aberto foi maravilhosa. Como é bom velejar de verdade! O barco cortando as baixas ondas, a 6 nós de velocidade constante, o leme firme, cortando a água, fazendo aquele barulhinho de refrigerante caindo no copo, emociona, e fica com a gente por muito tempo. A Isadora dormia no colo da mãe, embaixo do dog-house.
Ao entrarmos na Baía da Ilha Grande, o vento típico das águas abrigadas foi diminuindo. As velas começaram a balançar. Ligamos novamente o motor, recolhemos a genoa e seguimos assim, bem devagar, sem pressa de chegar ao paraíso que estávamos por conhecer. A Praia do Dentista é linda. Fundeamos em águas rasas, vendo a âncora cair até tocar a areia branquinha no fundo. Desembarcamos, fomos à praia, brincamos muito.
Ali tomamos banho na plataforma da popa, jantamos, adormecemos e agradecemos a Deus, com a alegria do dever cumprido. Enfim, estávamos no novo Estado, no novo porto, que serviria de lar ao Guará. A linda Angra dos Reis/RJ.

Veleje conosco da Ponta da Joatinga à Ilha da Jipóia