terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Velejadores Açougueiros

Querida Tripulação,

Quando soltamos amarras rumo a um grande passo no nosso projeto (na verdade, mais de um), nos dispusemos a desbravar "mares desconhecidos" em terra firme.
Mudamos de cidade, de trabalho, encontramos um novo porto, construímos uma nova base e começamos um novo desafio: em junho/2018, adquirimos uma pequena empresa no ramo alimentício. Um açougue!
Para quem não nos conhece, somos de áreas bem distintas. Eu, Thom, sou formado em eletrônica e automação, com mestrado em mecatrônica e larga experiência em educação profissional e corporativa. A Rita, nossa imediata, é costureira, estilista e modelista, formada em moda.
Muitas pessoas me perguntaram, e ainda me perguntam, a razão pela qual decidimos investir em algo tão diferente para o qual nos preparamos. E a resposta, para nós, é muito simples: adaptabilidade.
Ao longo dos dez anos de preparação para a nossa viagem, estabelecemos alguns marcos importantes em nossa preparação. E aprender a sermos adaptáveis, era um marco muito importante, que se consolidou ao longo de quase dois anos de atuação neste "mar desconhecido". Passamos por tempestades e calmarias, tripulantes embarcaram e desembarcaram, nadamos com tubarões e golfinhos, encalhamos e desencalhamos. Foi uma encantadora experiência, que nos forjou o espírito para os novos desafios que estão por vir.
Hoje, decidimos vender a nossa querida empresa, este belo "barco" que tomamos por empréstimo e que nos levou a lugares incríveis! Quantas aprendizagens, amizades, quantas parcerias, quantas tempestades, quantas implementações de fortuna para mantê-lo navegando em períodos de mares bravios...
Decidimos vendê-la antes do prazo definido, pois não tivemos êxito em treinar uma tripulação que pudesse tocá-lo durante nosso período de ausência. Nosso objetivo, talvez audaz demais, era torná-lo autossuficiente para que obtivéssemos dele a renda necessária para ajudar nas despesas com a viagem. Mas cada tripulante da vida tem seu próprio barco, e acho agora que é muito difícil manter uma tripulação navegando junto por muito tempo. Em algum porto, em algum lugar, alguém sempre desembarca, e me parece hoje mais natural que assim seja. Um barco deve precisar do seu capitão, e o seu capitão dele, e assim é.
Bons ventos, Nosso Açougue Floripa! Que tenhas a fortuna de um bom comandante, para que sigas navegando no rumo do teu novo porto, sempre deixando em tua esteira a bela marca de um leme firme. Muito obrigado!

 A alegria de novas competências adquiridas

Quantas belas histórias reunistes em torno das mesas de jantar...

...e quantas boas conversas proporcionastes. 

Eternamente Nosso, Açougue Floripa.

2 comentários:

  1. Eu acredito que tenha sido uma experiência fantástica! Amei ler sobre esse momento da vida de vocês e sobre a existência desse barco! Que o novo capitão o conduza também com muito amor!

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    1. Querido amigo Gerson, obrigado pelo carinho de sempre!
      Sim, passada mais está está tempestade, o Nosso Açougue Floripa vai encontrar o capitão que precisa. Um grande abraço e bem vindo a bordo!

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Seu recado será lido com muito carinho. Muito obrigado!