Querida Tripulação,
Quando soltamos amarras rumo a um grande passo no nosso projeto (na verdade, mais de um), nos dispusemos a desbravar "mares desconhecidos" em terra firme.
Mudamos de cidade, de trabalho, encontramos um novo porto, construímos uma nova base e começamos um novo desafio: em junho/2018, adquirimos uma pequena empresa no ramo alimentício. Um açougue!
Para quem não nos conhece, somos de áreas bem distintas. Eu, Thom, sou formado em eletrônica e automação, com mestrado em mecatrônica e larga experiência em educação profissional e corporativa. A Rita, nossa imediata, é costureira, estilista e modelista, formada em moda.
Muitas pessoas me perguntaram, e ainda me perguntam, a razão pela qual decidimos investir em algo tão diferente para o qual nos preparamos. E a resposta, para nós, é muito simples: adaptabilidade.
Ao longo dos dez anos de preparação para a nossa viagem, estabelecemos alguns marcos importantes em nossa preparação. E aprender a sermos adaptáveis, era um marco muito importante, que se consolidou ao longo de quase dois anos de atuação neste "mar desconhecido". Passamos por tempestades e calmarias, tripulantes embarcaram e desembarcaram, nadamos com tubarões e golfinhos, encalhamos e desencalhamos. Foi uma encantadora experiência, que nos forjou o espírito para os novos desafios que estão por vir.
Hoje, decidimos vender a nossa querida empresa, este belo "barco" que tomamos por empréstimo e que nos levou a lugares incríveis! Quantas aprendizagens, amizades, quantas parcerias, quantas tempestades, quantas implementações de fortuna para mantê-lo navegando em períodos de mares bravios...
Decidimos vendê-la antes do prazo definido, pois não tivemos êxito em treinar uma tripulação que pudesse tocá-lo durante nosso período de ausência. Nosso objetivo, talvez audaz demais, era torná-lo autossuficiente para que obtivéssemos dele a renda necessária para ajudar nas despesas com a viagem. Mas cada tripulante da vida tem seu próprio barco, e acho agora que é muito difícil manter uma tripulação navegando junto por muito tempo. Em algum porto, em algum lugar, alguém sempre desembarca, e me parece hoje mais natural que assim seja. Um barco deve precisar do seu capitão, e o seu capitão dele, e assim é.
Bons ventos, Nosso Açougue Floripa! Que tenhas a fortuna de um bom comandante, para que sigas navegando no rumo do teu novo porto, sempre deixando em tua esteira a bela marca de um leme firme. Muito obrigado!
A alegria de novas competências adquiridas
Quantas belas histórias reunistes em torno das mesas de jantar...
...e quantas boas conversas proporcionastes.
Eternamente Nosso, Açougue Floripa.




Eu acredito que tenha sido uma experiência fantástica! Amei ler sobre esse momento da vida de vocês e sobre a existência desse barco! Que o novo capitão o conduza também com muito amor!
ResponderExcluirQuerido amigo Gerson, obrigado pelo carinho de sempre!
ExcluirSim, passada mais está está tempestade, o Nosso Açougue Floripa vai encontrar o capitão que precisa. Um grande abraço e bem vindo a bordo!