"O veleiro é de madeira, fibra, vento e mar. É também de espuma branca de água salgada cingindo o casco. Seu balanço me embala tal colo de mãe. Segue firme o veleiro. O mar não é singular, eles são muito: o mar estreito, o mar revolto, a calmaria, o mar profundo, o mar que vira mangue, que vira rio e vai dar na praia. Tudo cabe no mar e neste veleiro: o amor mais profundo e solidão extrema. No mar há destroços e muitos recomeços. Segue o veleiro, ao sabor dos ventos rumo ao porto desconhecido, tal como a vida, tal como o amor."
Mônica Carvalho, para @orca.sailing

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