Esse era o plano: passaríamos dez dias a bordo, cada dia em um lugar diferente, na baía da Ilha Grande.
O grande desafio, para nós, seria a travessia Paraty/Angra. Não é um trajeto longo, são cerca de 25 milhas náuticas (aproximadamente 50km), com uma duração estimada de 5h. Mas nunca havíamos nos afastado tanto da costa.
Dependendo de como havia sido a rotina a bordo ao longo dos dias anteriores, fazia parte do plano não realizar a travessia. Passaríamos mais alguns dias em Paraty, e deixaríamos a travessia para outra oportunidade. Afinal, a Isadora estava com 9 meses apenas, e quem já teve (ou tem) sabe que os bebês desta idade determinam a rotina em um lar - ou barco.
Depois de uma noite intensa, com muito vento e banzeiro (quando o barco balança ancorado), e tempo não muito favorável, perguntei à tripulação se gostariam de seguir em frente, e todos foram unânimes e positivos! :)
Abaixo, transcrição do diário de bordo:
"Acordamos novamente no Mamanguá. Após uma noite preocupante com o tempo, acordamos sob fraca chuva e vento fraco. Apesar do mau tempo, decidimos seguir à Angra. foi uma ótima travessia, com ventos de 10-15 nós NE e ondas de 1m. A Rita enjoou ao descer para a cabine, mas passou com remédio. Levamos 4:30h, menos tempo do que o previsto, pois com a vela genoa e motor alcançamos velocidades de 5,5 nós. Ancoramos na Enseada do Sítio Forte às 13:30h, a 12m de profundidade e fundo de areia. A Isadora adorou!"
O Guará passando a poucos metros dos navios
A Isadora comemorando a chegada à Enseada do Sítio Forte, em Angra.
Brincadeira com o vovô antes da caminha


