quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Por que não chama um guincho!? - Parte Final

 ...porque não precisou!

Ah, foi muito legal. Vou contar brevemente e tentar achar uma foto, pois acho que ficaram todas no celular do Vovô, eheh.

A última perna foi realizada em janeiro deste ano. Nos dias anteriores, havíamos retornado da "Expedição Garoupas", na qual trouxemos o Veleiro Guará da Marina Itajaí de volta para sua poita, na enseada de Calheiros. Foi uma expedição de dois dias apenas, com pernoite na Ilha de Porto Belo.

O Vovô estava muito empolgado para navegar. Com a condição perfeitamente favorável, prometendo um dia lindo com aquele "mar de azeite", seria muito agradável e tranquilo trazer o Veleiro Isadora pelo mar, lá da praia onde estava, a Gamboa, bem cuidado pelos nosso amigo Sr Mozart.

No dia anterior, embarcamos no Veleiro Guará e pegamos o motor de popa a gasolina, de 3.3HPs. Pela falta de vento, seria indispensável. Pegamos também o galão de combustível e o deixamos abastecido para singrar toda a costa leste da cidade de Governador Celso Ramos/SC, cruzando pela praia de Palmas, que em dias de mar grosso costuma levantar ondas consideráveis.

Bem cedinho, estávamos lá, montando o barco, puxando para a água, ligando o motor, nos equipando com coletes salva-vidas, tudo de acordo, como bem manda o figurino.

Foi colocar o mastro, com a vela içada, dar partida no motor e zarpar, para uma travessia pra lá de agradável. A cor da água era de um azul esverdeado incrível, de encher os olhos. Na chegada, com uma leve brisa, velejamos pelo interior da Baía das Tijucas. Que navegada!

É.. não foi preciso guincho, meus queridos. Afinal, barcos navegam. A missão trouxe momentos difíceis, é verdade. Na primeira perna passamos frio e o barco fez muita água por cima, nos obrigando a encalhar em Santo Antônio de Lisboa. Na segunda, passamos momentos agradabilíssimos no charmoso vilarejo, mas com vento sul e dificuldades no reboque, nos arriscamos e o Veleiro Isadora quase naufragou amarrado ao irmão maior. Na terceira perna, realizada um bom tempo depois, para que as condições climáticas finalmente se acomodassem, fechamos a travessia com grande alegria.

O Veleiro Isadora, agora, repousa amarrado a uma poita emprestada, ao lado do Veleiro Guará. E veio navegando, preenchendo seus tripulantes com experiências mais ou menos agradáveis, embora sempre valiosas.

"Navegar é preciso. Viver, não é preciso."



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